Quantos?
Eu vi um pequeno animal se debater no corredor de casa, vi a luta pela vida; e me lembrei de Don L.
Então imaginei como deveria ser a visão de mundo pra ele: Voar, se alimentar e redistribuir pólen para várias plantas no intuito de reprodução pela seleção natural.
Pensei em todas as formas que o ser humano seria semelhante a ele, e nenhum sentimento vinha.
Não tive vergonha em perguntar o por quê ele vive do jeito que vive, perguntei como ele vê a vida, e como ele faz da vida a dele.
Obtive respostas de mim mesmo. O apelidei de Schopenhauer, e comecei a conversar sobre as diversas visões de mundo que por aí existem, várias formas de viver e essas coisas que eu digo pra alguém no bar ás 3 da manhã. Você sabe.
Voltei 2 semanas depois e vi o mesmo animal ainda no mesmo lugar se remexendo em busca de conseguir voltar pra vida que ele tinha.
Acendi o isqueiro, e foi a conversa mais lírica que já tive há alguns anos. Revirei o corpo agonizando ainda.
Ao desembocar-se, abriu um minúsculo par de asa e tentou voar. E Schopenhauer morreu logo em seguida. Apaguei o beck e coloquei do lado dele.
Parece que você não aguentou seu próprio nome; acho válido não aguentar. Só não acho válido somente aceitar. A vida é Pandora.
f(×)
