Ode ao ódio

ALERTA DE TEXTÃO POLÍTICO ESCRITO POR UMA PESSOA QUE MANJA ZERO DO ASSUNTO

Seja isso um defeito ou não, nunca fui de me interessar muito por política e até evito debater sobre o assunto, acredito naquela máxima: você tem dois ouvidos e uma boca, filhão. Então, escuta! Mas dia desses, uma prima que admiro muito e que me serve de exemplo de mulher, profissional e cidadã, desafiou os amigos a lerem o PDF do depoimento do Ex-presidente do Brasil. Eu que sempre tive certo afeto por história, principalmente pela história brasileira, que na minha opinião é bem curiosa, comecei a me indagar sobre alguns vários causos históricos um tanto quanto vanguardistas, por assim dizer.

Muito me espanta ver que, depois de tanto lutarmos por direitos iguais, sejam eles sociais e/ou econômicos, agora termos afrontas ferrenhas no setor político como um ato de “liberdade”. É sério que existe alguém que ainda acredita em segregação partidarista, estando provado por A+B que TODOS tem culpa no cartório? Por que diabos espancar quem é de esquerda ou direita, se a possível solução do problema está em nossas mãos, que sofremos em MEIO a toda essa turbulência? (olha só! uma metáfora.. e não é que eu sei usá-la?)

A roubalheira vem acontecendo aqui desde uma época onde trocar iguarias, como ouro, madeira de boa qualidade e até mesmo mulheres por espelhos era algo comum e correto. (Isso é história, abre o livro, jornalista!)

Curioso ver que agora somos todos politizados por um jornalismo, VEJA você, que anuncia em muitas FOLHAs um dossiê para denegrir o ESTADO, sem EXAMEnar fontes, ISTO É, se contradizendo e colocando a população a merce de um movimento e favor da minoria.

Interessante ver que para TUDO existem dois pesos e duas medidas, e que isso está implícito na cultura do brasileiro. Sem nem pestanejar, o povo falsifica carteirinhas de estudante para pagar meia entrada no cinema, afinal, o país não te dá outra opção a não ser agir como nossos políticos, não é mesmo?

É fácil apontar o dedo, crucificar e ser “o justo” com aqueles que estão em foco, sem olhar para o próprio umbigo e perceber que podemos começar essa reforma de dentro (da gente) pra fora (pro mundo!).

Muitos estão crucificando o Trump, que está na corrida política para a presidência dos Estados Unidos, enquanto ao se referir ao “Delator”, usa o termo como se fosse o sobrenome de alguém, um herói que veio do além para nos salvar (Moro se encaixa nesse mesmo cenário). Ou seja, muito se sabe sobre o que a mídia expõem e pouco me importa o que é factual, o que é verdadeiro. Veja, não estou defendendo a candidatura do Norte Americano, só indagando porque sabemos tanto da terra do Tio Sam e nada sobre os Tupiniquins.

Então, quando for vestir sua camisa da seleção brasileira de futebol (CBF está sendo investigada por corrupção), com o nome do ídolo nacional do esporte nas costas (Neymarzito também tá sendo investigado, que loucura!) para protestar na paulista enquanto toma uma bela taça de espumante (carnaval já acabou, migos!), lembre-se que saber a diferença entre metáfora e hipérbole não faz de você a pessoa mais politizada da sociedade atual, cara pálida.

O buraco aqui é (bem) mais embaixo e se ao invés de estudar o assunto continuarem indo na onda do “achismo”, desejando a morte de alguns e se esquecendo de que agora é o momento de se unir por um bem maior (e unificado), o Titanic vai afundar e serão os ratos os primeiros a pularem pra fora desse grande navio chamado Brasil.