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A menina que não sabia ler — Resenha

A menina que não sabia ler conta a história de Florence, a protagonista, e seu irmão Giles de 8 anos. Os dois irmãos são órfãos e vivem aos cuidados dos empregados e da preceptora do irmão. A casa que é mantida pelo tio que mora na Europa, não possui nenhum contato com os sobrinhos e não gosta de ser incomodado com assuntos da mansão Blithe House.

Embora o livro se chame A menina que não sabia ler esse não é o tema principal da história. Florence aprende a ler em apenas um parágrafo de poucas linhas e o título original em inglês é Florence and Giles. Creio que seja uma jogada de marketing da editora LeYa já que você acaba comprando o livro pois o título em português desperta mais curiosidade do que em inglês.

A trama se passa nos Estados Unidos em 1891. Florence narra suas andanças por Blithe House junto com seu irmão mais novo. Em uma de suas aventuras pela mansão descobre a biblioteca e se encanta. Gostaria de ler todos aqueles livros, mas não sabe ler. Pede então a senhora Grouse que a ensine, mas esta se recusa com medo de perder o emprego. O tio é contra a educação das mulheres.

Florence é uma garota muito inteligente para sua idade, aparentando uma jovem em seus 20 anos e não uma criança de 11. Detalhe que não tira a preciosidade do romance, no entanto. Impossibilitada de ser alfabetizada por outra pessoa, aprende a ler e escrever sozinha com ajuda de uma cartilha na biblioteca e do criado John.

Depois de começar a ler, descobri que o livro de John Harding é uma releitura de A volta do parafuso, de Henry James, publicado originalmente em 1898, e há muitas semelhanças entre as duas obras, o que causou certa polêmica à época em que foi lançado em 2010. Não li A volta do parafuso.

O final de A menina que não sabia ler fica por conta do leitor. Há também um volume 2, ainda não lido por mim.


Leia esta e outras resenhas no meu blog Resliterafilmes.

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