O sistema viciado e antiético derrubou Eduardo Baptista

É preciso falar sobre a queda de Eduardo Baptista no Palmeiras. É óbvio que ele não será o primeiro, muito menos o último a ser demitido. Porém, cada vez, um sistema viciado, fútil e por vezes inútil acaba derrubando e amassando treinadores promissores do ambiente do futebol profissional.

Eduardo, teve a segunda experiência em clube grande. No Flu, não conseguiu sequência. Então, veio a chance no Palmeiras, atual campeão brasileiro e injetando dinheiro de todos os lados. Uma filosofia de jogo nova sempre demora para agradar a grande massa do torcedor, ainda mais quando os resultados não aparecem. Eduardo teve bons resultados, mas a eliminação para a Ponte Preta, foi muito mais fatal. A justificativa do desempenho em campo não se mantém de forma para sua demissão. O time do Palmeiras é recheado de mudanças e novos jogadores. Mas direção e torcedores achavam que era só colocar as peças no tabuleiro e elas se movimentariam sozinhas. Doce e amargo engano.

O sistema do Palmeiras formado pela turma do amendoim (torcedores “ilustres”), conselheiros, presidente novato querendo agradar e sobretudo uma patrocinadora neurótica e que banca tudo acabaram com a era Eduardo Baptista, infelizmente no início.

Alexandre Mattos, é visto como semideus por ser o executivo que contrata e ganha títulos. Convenhamos, com um orçamento extraordinário e uma patrocinadora bancando todos os sonhos, fica muito fácil. O gerente executivo é bom, mas adora se esconder quando as coisas apertam, ou seja, “no meu não entrará”, típico conduta de covardes dos diretores. Foi assim com Marcelo Oliveira, cara que ele trouxe e não teve problema algum de demitir. Sua sorte, foi que Cuca chegou e lhe rendeu o título brasileiro.

E o capítulo Cuca também merece reflexão. Ele é o principal nome para assumir ou reassumir o comando do time palmeiras. A uma semana, se ofereceu para alguns “amigos próximos” para voltar ao time que ele havia deixado com a justificativa de “um ano sabático”. Opa, cinco meses durou o ano sabático.

Cuca, com todo o respeito e admiração que tenho, foi desta vez, antiético ao extremo ao se oferecer ao Palmeiras. Eduardo Baptista era o comandante e não foi respeitado. A canalhice no futebol é enorme e alguns tentam esconder ou pagar de santos. Cuca é um desses, que prega a tal glória a deus, mas que foi um judas, com seu companheiro de trabalho.

A sua volta pode dar certo? Óbvio, com um elenco enorme e 90% sabendo de sua filosofia, as coisas ficam mais fáceis. Mattos, presidente, patrocinadora, turma do amendoim podem comemorar títulos, mas a taxa de traíras, estará sempre ao lado deles. Para o torcedor, isso pouco importa, e justamente por isso, que as coisas no futebol não mudam