Thaila: A juvena que conquistou a América com o futsal feminino da Female/Unochapecó

Um breve relato para começar: Quando cheguei em Carlos Barbosa, em 2015, de cara comecei a frequentar e me informar sobre os jogos das categorias base da Associação Carlos Barbosa de Futsal (ACBF), entre os quais, o time feminino. Entre as atletas, estava uma jovem, cabelos loiros alemoados, sardas no rosto, baixinha, canela fina, mas que com a bola nos pés pouco se importava o tamanho ou experiência das adversárias. Era rabisco para todo o lado e ousadia. O nome dela, Thaila Mertins, de Alto Feliz, aqui perto de Carlos Barbosa. Hoje, a menina das características acima se desenvolveu sem perder a velha ternura, desbravou novos horizontes, está em Chapecó, joga na Female/Unochapecó e junto com suas companheiras conquistou a Libertadores da América. E ela é a personagem central desse texto/ entrevista exclusiva para o G8 Esportes e Conteúdo.
Os sete meses em Chapecó e na Female: “Por jogar no time que é referência na modalidade a gente sempre cria expectativas e espera o melhor. Mas confesso que não esperava estar tão bem assim. No início do ano tinha como meta me firmar no time sub-20 e aí foram aparecendo as oportunidades no time adulto. O convívio ao lado de atletas de nível de seleção brasileira e reconhecidas internacionalmente ou como adversárias, como o time da Leoas da Serra, de Brusque, inspira e faz com que busque sempre o melhor”
O que torna a Famele/Unochapecó especial: “ Uma equipe que tem estrutura e buscar dar o melhor para todas as atletas. E um dos diferenciais é não ter limites, buscar sempre mais e mais. Por isso, é referência no futsal feminino”

Fostes para o time Sub-20, mas atua no adulta. O que essa alternância te ajuda? “Essa ida e vinda do Sub-20 e adulto é o que mais me ajuda aqui, pois me dá confiança, experiência, ritmo de jogo e isso proporciona mais espaço no adulta quando tenho a chance de atuar, estou em alto nível”
Jogar uma Libertadores e ser campeã. Como foi isso, o que dá para dizer: “Foi diferente, ainda mais por ser meu primeiro campeonato internacional. Sem dúvidas uma das melhores experiências que já vivi, e veio coroada com o título e dois gols na competição. Sou grata pela oportunidade de jogar a Libertadores , competição que muitas atletas gostariam de participar. Vencer um campeonato desses dá mais motivação, além de agregar demais em conhecimento e experiência. É indescritível o gosto de ser campeã da Libertadores, uma mistura de sentimentos bons.”

E pós título como foi em termos de reconhecimento seja em Chapecó, mas também dos teus amigos aqui do RS e familiares: “ Não esperava toda essa repercussão e todo o apoio que tive. Recebi muitas mensagens de incentivo e é esse apoio que me faz evoluir e buscar algo mais. A cidade de Chapecó nos recebeu bem, desfilamos em carro aberto e muita gente nos parabenizou pelo segundo título da equipe no cenário internacional”.

Após esse papo aqui registado, conversamos muito em uma breve visita da jovem para assistir um jogo da ACBF. Impressiona a maturidade e tom profissional que em pouco tempo a Thaila desenvolveu. O espírito de querer vencer, de buscar mais sempre. A mentalidade mudou e isso não teve alteração no jeito dela de ver e tratar as pessoas. Ela segue enraizada com seu ex-time, a ACBF, acompanhando os jogos e conversando com as colegas. O futuro é ainda mais promissor e ela chegará ainda mais alto, por merecimento!
