Um domingo pela Divisão de Acesso

Kevin Sganderla via Toda Cancha

Domingo, dia das mães e estava de folga no trabalho. Sem atividade, mas com um convite para ir até Bento Gonçalves, acompanhar as quartas de final da Divisão de Acesso, do futebol gaúcho. De um lado, o Esportivo e do outro, o Avenida, de Santa Cruz do Sul. Foi como se eu voltasse ao passado recente ou ainda mais atrás, lá pelos anos 2000.

O passado recente refere-se ao ter acompanhado trabalhando na época da faculdade e já profissional, os jogos da Divisão de Acesso. Ao invés de Santa Maria, foi aqui na Serra. Fazia um bom tempo que não curtia esse nível de futebol. E aí aparece os anos 2000.

Olhar para a cancha gelada no Parque da Montanha dos Vinhedos e ver: Luiz Muller, Fernando Cardozo, Cleiton, Nunes, Zulu e Valença é uma nostalgia que só seria completa se fosse encontrar Chiquinho, Alê Menezes e Sandro Sotilli. Isso sem contar que no banco de reservas tinha Márcio Hahn e no comando técnico Alex Xavier.

Era tanta memória que o jogo parecia uma volta ao passado. O árbitro, Chico Neto, assinalou um pênalti que eu até agora não entendi, isso que eu tava de olho justamente na dupla na qual teria ocorrido a penalidade. Aquela velha escola caseira de arbitragem interiorana nunca falha.

Em termos táticos, horrível, confesso que me deixou nervoso. Espaço entre as linhas, retorno lento, falta de velocidade. Um horror. Para piorar, o Avenida tinha o Toto, outro velho conhecido do interior. Em 90min, quase não correu, não marcou, errou passe, só deu balão. Pelo excelente conjunto da obra, ficou em campo. Outra incompreensível manutenção é do Nunes. Cada lance no mínimo quatro faltas.

Zulu. Dois golos, como dizem os gringos, ambos de pênalti. Um quase inimigo da bola, pois sua canela entrava em contato constante. Deprimente. E eu poderia aqui dissertar sobre outros jogadores, mas vou poupar tempo.No fim das contas, o jogo terminou 2x1.

Mas sempre se tira algo de bom desses momentos. Valeu ter ido ao estádio, mesmo com todo o frio. Valeu ter sentado na arquibancada, ver de perto o sofrimento daquelas pessoas que viajam pelo estado para torcer para o clube da cidade, alguns que são realmente o seu time de coração. Rever amigos, conhecer outras pessoas.

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