E esse é o Medium!

Para quem já fez blog até em papel de pão (mentira), as primeiras impressões sobre essa nova plataforma

Tenho 15 anos e tenho mais experiência com blogs do que a maioria das pessoas que conheço. E não, não me orgulho disso. Em toda a minha vida, eu já devo estar na casa das centenas em número de blogs produzidos e que não foram para frente. Já tentei fazer páginas sobre diversos temas, com diversos conteúdos, em diversas plataformas. O único que consegui manter durante algum tempo foi o iToschi.com, que chegou à incrível marca de dois anos no ar. 

Logotipo do iToschi.com, feito pelo meu amigo Douglas Mitsujii.

Sempre havia alguma coisa que me incomodava e, na maioria das vezes, era a plataforma na qual eu trabalhava. Dava tanto trabalho montar o layout do blog, mas tanto trabalho, que eu esquecia de me focar no próprio conteúdo. Tenho ideias que me orgulho até hoje e que, desde que fossem adaptadas, poderiam se sair muito bem ao meu ver. De toda forma, nunca fiquei feliz com uma plataforma para fazer um blog pessoal.

Enfim, desencanei e comecei a trabalhar em outros blogs, que não eram meus: o Portal da Mundo RPG Maker (que é WordPress) e o GameBlast (que é Blogger), só que sempre senti falta de um lugar para falar o que eu penso, o que eu aprendo, minhas teorias sobre viagens no tempo e sobre O Guia do Mochileiro das Galáxias. Eu até tentei isso com o tumblr fazendo um blog “experimental” com um amigo - o Creatives HQ - mas, infelizmente, não deu lá muito certo e o tumblr não me agradou.

Aí eu conheci o Medium.

Chama Chico Xavier aí pra mim!

Okay, desculpem pela piada, mas foi a primeira coisa que pensei quando descobri o que é o Medium. Porém, talvez, essa deve ser a ideia: se preocupar apenas na informação que vem da sua mente - e a plataforma seria a responsável por “psicografar” estas informações para a internet. E, sinceramente, faz esse papel muito bem.

Minimalismo é uma das palavras de ordem. Quando eu falei em “se preocupar apenas na informação”, você realmente só vai pensar nisso (até o momento de pensar que poderia ter uma foto ali para ficar legal - eu acabei de passar por isso, acreditem).

Minimalismo é tipo isso aqui, entendeu? (ah, isto é uma referência ao Donkey Kong de arcade, se você, infelizmente, não entendeu)

A premissa é perfeita para o que eu queria e espero que existam muitas outras pessoas assim por aí: quer escrever sobre algo? Esqueça HTML, CSS, JavaScript ou qualquer coisa sobre webdesign. Vá para o Medium, escreva bem e vai ficar lindo e bem organizado.

O Medium foi a resposta para os meus problemas. É, não são os problemas mais importantes do planeta, mas foi o que eu buscava: um lugar para colocar o que eu penso (sobre viagem no tempo), o que eu imagino (sobre viagem no tempo) e o que eu aprendo (sobre… ah, vocês entenderam). Se eu estivesse no programa do Raul Gil, eu “tiraria o chapéu” para ele.

“Pegue seu banquinho, e saia de mansinho.”
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Pokémon GO está mesmo “espionando a sua vida” para a CIA?

Fonte da imagem: Infowars

Pokémon GO se tornou uma febre muito maior do que se poderia imaginar. Superando todas as expectativas, o jogo realmente caiu na graça dos fãs já consolidados da franquia e daqueles que nunca entenderam (ou, na sua maioria, quiseram entender) sobre.

Como era esperado (e realmente deve acontecer), muitas pessoas não gostaram do aplicativo e deixaram quietas, enquanto outras argumentam diariamente, nas redes sociais, criando uma imagem negativa do jogo. Certos ou errados, esse não é o caso. O problema está em uma única palavra: espionagem.

Nos últimos dias, recebi (e venho recebendo) uma fatídica mensagem em grupos do WhatsApp de uma pessoa, que, após uma “pesquisa rápida” — realmente está escrito isso — descobriu que Pokémon GO seria uma manobra da CIA para ter acesso à mapas de espaços particulares, como casas e apartamentos. E, bom, parece até que tiveram reportagens na TV sobre isso, sempre com o mesmo final, parafraseado por mim como “tome cuidado com Pokémon GO, a CIA está te vendo!”.

Então, depois de uma pesquisa nem tão rápida assim, vou explanar certos fatos que podem te deixar mais tranquilo ou mais preocupado ainda, depende da forma com que você vai lidar com a situação.


Olha que bizarro: Galera, uma pesquisa rápida me fez chegar ao seguinte:
1° O (Pokemon Go) foi fundado por esse cidadão: John Hanke

A mensagem começa assim. Vamos aos fatos: John Hanke é uma figurinha bem conhecida dentro do mundo da tecnologia e é fundador e o atual CEO da Niantic, Inc., a empresa que desenvolveu Pokémon GO e Ingress, outro jogo que usa realidade aumentada em mapas, bem menos popular que o assunto desse texto. Então, a grosso modo, você pode chamá-lo de “fundador do Pokémon GO”.

2° Ele também fundou a empresa Keyhole, Inc.
3° Essa Keyhole é um projeto de mapeamento de superfícies, foi comprada pelo Google e usado pra fazer o Google Maps/Earth e Street view.

Outra informação correta: John Hanke fundou a Keyhole, Inc. em 2001 e foi adquirida pelo Google três anos depois, em 2004. A grande aplicação desenvolvida pela empresa, o Earth Viewer, foi a base do que conhecemos hoje como Google Earth, lançado em 2005, e algumas tecnologias também são usadas no Google Maps.

4° Essa Keyhole foi patrocinada pela empresa In-Q-tel, que foi fundada pela CIA em 1999 (só entrar no site deles e comprovar).

Até aí, tudo verdade: a In-Q-Tel, fundada em setembro de 1999, é uma empresa estatal americana responsável por manter a CIA e outras agências de inteligência dos EUA com tecnologias de última geração. Ela realmente investiu na Keyhole, antes da compra pelo Google.

5° Até aqui já podemos ver que a CIA indiretamente poderia ter acesso a todos os mapas do planeta, né? só que eles ainda não conseguiam entrar dentro das casas, correto?
6° Esses dias foi lançado o joguinho Pokemon Go, que virou febre na galera e geral anda usando, né?
7° Pra jogar você precisa dar permissão pro aplicativo usar a câmera, gps, microfone e até os dispositivos USB que estiverem conectados no seu smartphone.

Ignorando um pouco da história sobre a CIA (que, até agora, é só uma teoria da conspiração e espero que continue assim a partir desse parágrafo), é realmente verdade que Pokémon GO pede acesso à várias coisas no seu dispositivo, como câmera e GPS. Afinal, ele é um jogo de realidade aumentada que funciona procurando monstrinhos virtuais no mundo real; sem câmera e, principalmente, GPS, ele não funcionaria.

De toda forma, é sempre bom frisar que quase todos os aplicativos mais usados no mundo, atualmente, pedem esse tipo de permissão.

Antes de instalar qualquer aplicativo no seu dispositivo Android, por exemplo, todas as permissões que aquele app pedem aparecem na tela para você aceitar; no iOS, essas permissões são dadas uma a uma, conforme os recursos são ativados pelo app.

Como comparação, dê uma olhada em certos apps extremamente populares no Google Play, por exemplo. Para ver as permissões necessárias, vá até o fim da página e toque em “Ver detalhes”, logo abaixo de Permissões.

Pokémon GO pede “localização precisa (GPS e com base na rede)”, “localização aproximada (com base na rede)” e “tirar fotos e gravar vídeos”. As mesmas permissões são pedidas pelos apps do Facebook, Twitter, Instagram, Messenger, WhatsApp, Snapchat e Tinder (esse não pede acesso à câmera). A probabilidade de você ter um desses no seu celular é 100%, logo, o joguinho não é o único a ter acesso a essas coisas, nunca foi, nunca será e, nessa “busca por acesso”, ele chegou bem tarde, convenhamos.

Como um adendo, a mensagem que recebi fala sobre “dispositivos USB”. Na realidade, ele pede as permissões “parear com dispositivos Bluetooth” e “acessar configurações de Bluetooth”. Isso é necessário por causa da existência do Pokémon GO Plus, uma espécie de relógio/bracelete, vendido separadamente, que facilita a captura de monstrinhos no jogo, já que você não precisa pegar o celular para isso. Ele conecta-se ao celular por Bluetooth e, portanto, o app precisa ter acesso a isso para comunicar-se com o Plus.

Aliás, a permissão de microfone (outra coisa dita na mensagem), chamada “gravar áudio” não é pedida na instalação do Pokémon GO, mas é em outros aplicativos, como Twitter, Instagram, Messenger, e, claro, Facebook.

8° Sempre que você aceita a permissão, o seu cel já acha 3 pokemons pertos de imediato (os 3 primeiros pokemons).
9° Quando você procura por pokemons dentro de casa, você permite o aplicativo ter uma foto da sala, incluindo as coordenadas e o ângulo do seu celular.
10° Você acabou de registrar as fotos de onde você mora por dentro e dar acesso ao aplicativo.

Sim, isso aí realmente acontece: os seus primeiros Pokémon aparecem onde você está, não importa onde esteja, como uma forma de ensinar ao jogador as mecânicas básicas de jogo. E, bom, sem contar que você já deve ter tirado, na sala de sua casa, mil fotos em qualquer um daqueles aplicativos citados acima, realmente, “””parece””” existir um problema aqui.

Darei um exemplo pessoal e que pode ser comprovado por outros usuários. Há algum tempo, tive a oportunidade de testar um rastreador de celular, capaz de ajudar a encontrar o dispositivo em casos de furto, o Cerberus, em sua versão para Android. Além de localizar, usando o GPS, onde o celular está, ele trazia muitos outros recursos, como soar alarmes, enviar SMS caso o chip seja trocado e um dos mais interessantes para esse texto: tirar fotos usando a câmera sem nenhuma indicação de que esteja fazendo isso.

Era realmente impressionante: não importa em que estado o celular estivesse — na mão de alguém, virado de cabeça para baixo, dentro do bolso, com a tela desligada , com aplicativos abertos — , desde que estivesse ligado, o Cerberus era capaz de tirar uma foto e enviar ao meu e-mail. Nenhum som era tocado, nada aparecia na tela, nenhuma vibração indicava o acontecido. O aplicativo era capaz de tirar fotos e ninguém mesmo era capaz de saber se ele tinha feito isso.

Considerando que um rastreador também dá a localização do celular em tempo real, ele faz, basicamente, o que a mensagem (e muitas pessoas) dizem que Pokémon GO faz: tira fotos do lugar onde você está, seja ele qual for, e cruza essa informação com a localização. A diferença é que, no Cerberus, eu tenho controle sobre isso e posso usá-lo para descobrir quem está com o meu celular. Além disso, ele roda em segundo plano, ou seja, não preciso que ele efetivamente esteja aberto para que possa agir (ele é um rastreador, o que você esperava?).

E você deve se imaginar como eu “permito” que ele possa fazer isso com o meu dispositivo… Sim, eu apenas aceito as permissões que ele pede na hora de instalar, incluindo “localização precisa (GPS e com base na rede)”, “localização aproximada (com base na rede)” e “tirar fotos e gravar vídeos”. Sim, assim como Pokémon GO. Sim, assim também como todos aqueles apps citados anteriormente, no qual pelo menos um deles está instalado no seu celular agora.

Ou seja, resumindo tudo, se você dá permissão a qualquer aplicativo à câmera ou ao GPS, ele pode usá-lo sempre, desde que esteja rodando. Você deu acesso a Pokémon GO? Ele pode fazer isso. Deu acesso ao Facebook, ao Twitter, ao Instagram, ao Messenger, ao Snapchat ou ao Tinder? Eles também podem fazer isso. Tudo depende de como a pessoa que programou ele quer que aconteça, coisa que eu conseguia controlar com o rastreador.

Mas Amigo, não é paranoia sua?
Veja bem, você leu os termos de aceitação pra usar o jogo? acho que ninguém vai ler né? são esses:

Na minha humilde e pessoal opinião, é paranoia sua sim. Mas, de toda forma, vamos ver quais frases realmente estão na Política de Privacidade de Pokémon GO, disponíveis no site da Niantic, e até compará-los com as de outros serviços extremamente populares e que-você-provavelmente-tem-instalado-e-tal, já citados aqui.

- “Nós cooperamos com agências do governo e companhias privadas. Podemos revelar qualquer informação a seu respeito ou dos seus filhos…”

O primeiro ponto aqui é terminar a frase com “seus filhos”. “Revelar qualquer informação a seu respeito ou dos seus filhos” é uma coisa preocupante (e até apavorante) para qualquer pai ou mãe. Antes de analisar o contexto governamental, vamos explicar o porquê disso estar aí. A frase original é:

We cooperate with government and law enforcement officials or private parties to enforce and comply with the law. We may disclose any information about you (or your authorized child) (…)

Perceberam que “authorized child” — em português, seria “criança autorizada [a usar o aplicativo Pokémon GO]” — aparece entre parênteses? Sabe quantas vezes isso acontece durante todo o texto? 78 vezes, sempre após a se referir ao usuário, a pessoa que deveria ler o texto, obviamente.

A realidade é que eles tem consciência do apelo que Pokémon tem para as crianças e sabem a quantidade de pequenos que jogam, logo, já que o “representante legal” deles são os pais, são a eles que um documento, como uma política de privacidade, deve se referir. Fora de contexto, parece uma “ameaça à família”, mas, olhando bem, é só mais uma exigência legal.

OK, voltemos à parte dita sobre a cooperação com agências do governo para dizer que isso é algo comum no meio digital. Para fins de comparação, veja como isso aparece em políticas de privacidade/dados de outros serviços que-você-provavelmente-tem-instalado-e-tal.

Nós podemos acessar, reter e compartilhar suas informações em resposta a uma solicitação judicial (como um mandado de busca, ordem judicial ou intimação) se acreditarmos em boa fé que a lei nos obriga a fazer isso. Isso pode incluir a resposta a solicitações judiciais de jurisdições fora dos Estados Unidos quando acreditarmos de boa fé que a resposta é exigida por lei na jurisdição em questão, diz respeito aos usuários na jurisdição em questão e está em conformidade com padrões reconhecidos internacionalmente. — Política de Dados do Facebook.
Lei e Dano: Sem prejuízo de qualquer disposição em contrário nesta Política de Privacidade, podemos manter ou divulgar suas informações caso acreditemos que tal conduta é razoavelmente necessária para: o cumprimento de leis, regulamentos, procedimentos legais ou ato/ordem de autoridade governamental para proteger a segurança de qualquer pessoa; resolver problemas relacionados a fraude, segurança ou de natureza técnica; ou proteger os direitos e a propriedade do Twitter. — Política de Privacidade do Twitter.
Podemos compartilhar informações sobre você se acreditarmos, razoavelmente, que a divulgação destas informações é necessária para: Cumprir com todo e qualquer procedimento legal válido, solicitação do governo ou leis, regras e/ou regulamentos aplicáveis; Investigar, reparar ou punir eventuais violações dos Termos de Serviço; Proteger os direitos, a propriedade e a segurança de nós mesmos, nossos usuários ou terceiros; ou detectar e resolver todas as preocupações relacionadas a fraudes e segurança. — Política de Privacidade do Snapchat.

Então, espero que você, além de ler “os termos de aceitação pra usar o jogo”, tenha lido também essas e muitas outras políticas de privacidade. (Mas eu acho que ninguém vai, ler, né?)

No parágrafo 6 vocês podem achar isso também:
- “Nosso programa não permite a opção “Do not track” (“Não me espie”) do seu navegador”.

Para fins de comparação, o original é:

Our Services do not have the capability to respond to “Do Not Track” signals received from various web browsers.

Caso você nunca tenha sequer ouvido falar dessa função “Do Not Track”, o site http://donottrack.us/ pode ajudá-lo. Ele é uma espécie de aviso que o seu navegador pode enviar aos sites que você visita, indicando que você não quer que o site colete as suas informações de localização. Entretanto, é preciso que aquele site esteja preparado para receber e respeitar essa informação, como o Twitter faz desde 2012.

Ele NÃO é uma opção que desabilita totalmente os serviços de localização e que o Pokémon GO seria capaz de “burlar” o sistema e conseguir usar sua localização do mesmo jeito. Ele é só um aviso que o usuário pode dar e a política de privacidade apenas deixa explícito que seu sistema não está preparado para reconhecer esse aviso. A coisa parece bem menos alarmante assim, não?

Para fins de comparação, Facebook anunciou que também não aceita os avisos Do Not Track em 2014. O Snapchat também traz essa informação em sua política de privacidade. Então, se isso for um problema, não é apenas um problema apenas para o joguinho.

De nada, gente.
Fontes:
http://bit.ly/2aek3JD
http://bit.ly/29A7iFu

Eu nem disse obrigado, mas, enfim… Existem ainda dois links, citados como “fontes” da tal “pesquisa rápida”. Copiei eles do jeito que vieram na mensagem, encurtados dessa forma.

O primeiro, depois de contar algumas várias hipóteses descobertas por usuários de um fórum, fala de um fato real, que aconteceu durante o lançamento do jogo, ainda em julho. Para começar a jogar, você usa a sua conta do Google, que pede algumas informações básicas, como o seu nome e seu e-mail, para concluir o cadastro (algo que a maioria maçante dos sites atualmente fazem).

No lançamento, entretanto, o aplicativo de Pokémon GO pedia acesso total à conta do Google, incluindo fotos armazenadas na nuvem e e-mails pessoais, por exemplo. Após alguns dias, a Niantic reconheceu isso como um erro de programação e, atualmente, Pokémon GO pede apenas informações básicas da sua conta do Google, como nome e e-mail, para fazer o cadastro. Você pode ver a retratação da empresa na página de suporte do jogo.

O segundo é uma versão um pouco mais comprida da história “Pokémon GO é obra da CIA para espionar as pessoas”, sem as citações da política de privacidade que aparecem depois na mensagem. Você que escolhe se vai ler ou não.


Depois de tudo isso, chegamos a uma única conclusão: tirando possíveis “teorias da conspiração” sobre a CIA, você também permite, a boa parte dos seus aplicativos do seu celular, tudo o que tornaria Pokémon GO um aplicativo de espionagem.

Mesmo que você não queira entrar na febre de caçar monstrinhos por aí, você está sujeito às mesmas coisas que ele compartilhando um texto no Facebook, postando uma foto no Instagram ou no Snapchat ou, até, compartilhando essa fatídica mensagem que chegou para mim no WhatsApp.

Como eu disse, dependeria de você ficar mais calmo ou apavorado ao fim desse texto. A verdade é que, se realmente estamos sendo espionados, a culpa não é de Pokémon GO, mas do nosso celular e de todos os serviços que usamos há anos. Se você acredita que sim, talvez fique mais apavorado. Se acredita que não, acho que está mais calmo.


Você pode falar (e deve, caso tenha argumentos para tal) que Pokémon GO está alienando as pessoas ou que é um “sinal de decadência cultural” — por mais que eu não concorde. Você pode falar (e deve, caso tenha argumentos para tal) que Pokémon GO não está sendo um entretenimento saudável por culpa de um grupo de usuários, considerando os casos de pessoas atropeladas, roubadas e afins — algo que eu concordo, e muito.

Mas se quiser falar que Pokémon GO está ameaçando a sua vida pessoal por ser uma ferramenta de espionagem… É bom rever seus conceitos (e a lista de aplicativos do seu celular).

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Como o jogo da Copa 2014 deveria ser

Modos de jogo que a EA podia colocar para parecer que é a Copa de verdade


Já sabemos que vai ter Copa e, se reclamar, vai ter dois Koopa no castelo final. Mas eu acho que se a maior competição de futebol está acontecendo no Brasil, precisamos fazer jus ao seu PlayStation 2 com vários Guitar Hero e Call of Duty piratas que eu sei que você tem. A EA fez aí o seu joguinho da copa, intitulado criativamente de “2014 FIFA World Cup Brazil”, mas que é um FIFA praticamente normal e tal, o que não combina com esse país tropical, bonito por natureza.

Esse mundo precisa de inovação e, como bons brasileiros que somos, precisamos mostrar que não apenas pegamos esportes criados pelos ingleses e falamos que somos o país deles. Vamos ver alguns modos de jogo interessantes e inovadores que a EA pode vender como DLC para o seu novo título de futebol (e, assim, ganhar mais dinheiro para adiar Mirror’s Edge 2).

Just Dance: World Cup 2014 Edition

É só colocar três “Perfect” em cima e tá pronto! Quer dizer, “perfeito” não é um termo que eu usaria pra isso…

Você sabendo ou não, a música que a Coca-Cola fez para a Copa deste ano já está disponível no Just Dance 2014. Mas eu sei que você quer participar daquela… estranha (?) apresentação musical na abertura da competição. Just Dance: World Cup 2014 Edition traria 3 dançarinos, cada um representando um dos cantores.

Se você é aquele sedentário que fica sentado levantando o Wii Remote e ainda ganha de todo mundo, escolha o Pitbull e fique balançando a mão como se estivesse dando tchau por 3 minutos seguidos. Como Jay-Lo, você tem uma jogabilidade normal, canta ali, samba aqui, tudo certo. A nossa Claudia Leitte é simples de jogar: fique com o microfone longe da boca durante a música e desça até o chão no Gold Move. Olê, olá!

LEGO World Cup 2014: Black Block Adventures

Se você não gostou do trocadilho, é recalque (ou inteligência).

Se tem gente que acha que pra manifestar tem que quebrar tudo, tem lugar melhor pra fazer isso do que a franquia LEGO? Em Black Block Adventures, você terá um leque grande de personagens para escolher, desde os próprios participantes do movimento até os políticos — já que todo jogo de LEGO tem esse lance de jogar com os inimigos e tal.

Além disso, vai ter perseguição contra a polícia. Em um mundo de LEGO. Com muitos outros saindo correndo. Cara, é quase um GTA: Tupiniquim Edition onde tudo pode ser quebrado em milhões de pedacinhos!

E, vamos considerar: esse trocadilho foi horrível.

Replay Interativo: Irã x Nigéria

Fala sério, existem partidas memoráveis que você queria estar lá e participar de momentos históricos. Pois bem, vamos fazer o contrário aqui. Que tal tentar manter o empate em Irã x Nigéria? Claro que o modo de jogo especial Replay Interativo vai auxiliar você a entrar no clima desta maravilhosa disputa.

21 segundos de melhores momentos. Piada pronta.

Física realista? Esqueça isso: coloque toda a mecânica de Superman 64 para ter uma experiência mais condizente com o momento. Aproveite para tentar jogar um título de futebol moderno apenas com o controle do Atari e você terá um empate como o que vimos em Curitiba. Ou algo melhor.

Galvão Bueno’s BINGO!


Sabe aquelas cartelas de bingo que aparecem na época da Copa com as frases do Galvão Bueno? Elas seriam uma ótima forma de mandar uma DLC goela abaixo com as vozes deste clássico narrador brasileiro! Tudo bem que é Tiago Leifert e Caio Ribeiro que estão no jogo da EA, mas ia dar para fazer teto, rodapé e quatro cantos só com os elogios do Galvão ao Neymar.


Ainda poderiam haver bônus no pacote… Que tal um Arnaldo’s Blackjack: para cada “A regra é clara”, um ponto; fez 21, ganhou o jogo. Ou então um sistema que se conectasse com um app no celular, fazendo uma enquete para cada 5 minutos de jogo, enchendo o saco e perguntando o que você acha de qualquer folha de grama que sai da chuteira do goleiro, até mesmo nos programas de domingo à noite! Ah, isso já existe, se chama Aplicativo Globo.

Tatubolagochi

Pô, todo mundo gostava de cuidar de bichinhos virtuais que não eram nada mais, nada menos, que um monte de pixels, porque não cuidar do tatu-bola mais verde, amarelo e azul que já inventaram? Em Tatubolagochi, você terá o seu próprio Fuleco para cuidar! Suas obrigações iniciais são dar comida, banho, trocar a roupa e protegê-lo do bullying.

Conforme avança neste modo de jogo, o jogador ganha novas responsabilidades. Você já pode cuidar da imagem do mascote no Twitter, da renda dos produtos licenciados e, depois, da distribuição do dinheiro dos estádios superfaturados para os responsáveis e, por fim, cuidar da reunião que discutirá se Vanusa vai ou não tentar cantar o Hino Nacional na final da Copa de novo.

Novas skins para jogadores

Falando nessas coisas de mudar roupinha, por quê não incorporar ao jogo da Copa o espírito de skins do League of Legends? Certos jogadores poderiam receber visuais especiais, como forma de homenagem. Marcelo, da Seleção Brasileira, ganharia as vestimentas de Bill Rizer e Lance Bean, protagonistas da série Contra.

Suárez, do Uruguai, podia receber uma roupa que remeta ao Conde Drácula — ou Edward do Crepúsculo, que acho que combina muito mais. Para o time inteiro da Costa Rica, acho que merecem a fantasia do Marty, de Madagascar. Aliás, o nosso craque Neymar precisa de uma camiseta que apoie a campanha dos pássaros Galvão, ameaçados de extinção, muito bem lembrados na Copa da África.

Com tantas ideias, a Electronic Arts só não fica rica e mais mercenária porque não quer. Quais novos modos de jogo você quer ver no videogame da Copa do Mundo do Brasil? Deixe sua sugestão: vai que algum game designer por aí aparece e rouba sua ideia? Ou seu ingresso pra final?
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Uma pedra no meio do caminho

Um texto sobre pedras, rochas e cascalhos.


Tinha uma pedra no meio do caminho. No meio do caminho tinha uma pedra.

Sim, Drummond já nos cansou de dizer isto. Na verdade, a cada vez que alguém lê esse poema, conta novamente ao mundo seis vezes que “tinha uma pedra no meio do caminho”. Afinal, já não estava na hora de alguém ter tirado essa maldita pedra?

Talvez seja apenas preciso saber viver, já que uma pedra no caminho, você pode retirar. Isso segundo os Titãs, já que Roberto Carlos diz que você deve retirar. Com pressão ou não, se você tentar retirá-la, tente não usar água ou planta, talvez não seja tão efetivo.

Você também pode fazê-la rodar. Rolar a pedra. Isto pode custar uns 10 reais ou mais — e se você acha ruim, fique feliz que é apenas uma. Se fossem umas quatro, você poderia ser um garoto, que como eu… Ah, não é hora de falar da minha vida, vamos focar na pedra.

Pedra, pedra… Coração de pedra, pedra nos rins, pedra preciosa, Pedra Letícia, Porto da Pedra. É pau, é pedra, é o fim do caminho. Espera: afinal, a maldita está no meio ou no final deste bendito caminho? Acho que é bom deixar pra lá e empedrar este assunto.

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Um elo livre entre dois mundos

A minha experiência com The Legend of Zelda: A Link Between Worlds


Na realidade, eu não descobri de onde veio minha vontade por A Link Between Worlds. Por mais que adorasse os jogos 2D de Zelda, nunca fui com a cara de A Link to the Past e eu tinha tantos títulos de 3DS para escolher que eu tinha certeza que eram excepcionais, mas não. Consegui pegar o jogo dois dias depois do lançamento, sem saber o que viria pela frente. Claro, é óbvio que seria ótimo, é Zelda. Mas eu não sabia se seria tão bom.

Felizmente, é.


SEU LINDO!

A Link Between Worlds é bonito. É gostoso de se ouvir. É ótimo para se controlar. Tem tudo que a série Zelda costuma oferecer, na qualidade que sempre aparece. A história é muito boa, traz algumas revelações interessantes, o final tem uma referência ótima. O jogo é muito divertido e, mesmo que curto, diverte por várias horas, mesmo que apenas caçando Rupees.

Entretanto, a palavra de ordem, o que mais te inspira, a cereja do bolo (que não é uma mentira) é liberdade.

Em todo Zelda era a mesma coisa. Faça o templo, consiga o item dele e saia para o overworld procurando segredos que só poderiam ser desbloqueados com ele. Provavelmente, um destes será responsável por abrir o próximo templo e este ciclo se repete.

Ravio foi o responsável por quebrar esta ideia. Você escolhe onde vai, que calabouço quer fazer ou se, simplesmente, vai ignorá-los por um tempo, alugar todos os itens da loja e sair caçando Maiamais pelos mundos. A sensação de não estar preso a duas malditas botas de ferro em um templo aquático ou algo parecido é realmente inspirador.

Olha lá o pedaço de coração!

Para completar a sensação de liberdade, temos o novo poder de Link: a capacidade de entrar entre as paredes. Você não tem noção da minha raiva jogando Ocarina of Time e não poder entrar na parede para alcançar algo. Não é simplesmente andar na parede, é pensar fora da caixa que revestia o gameplay da série. Lugares que são impossíveis de serem alcançados, eventos a serem ativados, monstros a serem destruídos: tudo muda. A batalha final talvez seja a síntese do que eu falo, no qual você não terá medo de morrer e sim quebrará a cabeça de saber como usar um mundo linear em um ambiente quase tridimensional.


Outros prós dignos da Triforce

Caça pelos Maiamais. 100 seres fugiram da mãe e se esconderam entre os mundos de ALBW. A cada 10 que você resgata, um dos seus itens é melhorado e, para fazer isso, você participa de uma das sidequests mais legais da franquia. Esconderam os malditos em lugares bem chatos — tanto que eu só consegui pegar 99 até agora.

Octoball Derby. Quem diria que o minigame mais legal do título seria um jogo de beisebol? Até agora eu não entendi direito como aquilo funciona ou como eu farei para direcionar a bola, mas eu só sei que é muito legal e eu já devo ter perdido mais de 1000 Rupees tentando.

StreetPass. Sério, eu não achei que inventariam um jeito tão legal de colocar este recurso em um Zelda. Montar o seu próprio Link e procurar as sombras dele para lutar é muito legal e ajuda muito a dar longevidade ao título, principalmente por causa das conquistas deste modo.

A Lenda de Zelda: Um Elo Entre Mundos. É, não parece tão épico. =P

Contras que não valem nem um Rupee

Sábios sem sal. Não sei se é mal de quem já jogou Ocarina of Time, mas até hoje eu tenho um apreço especial por Darunia e Ruto, mas adoro todos os outros. Em ALBW, a única Sage que eu lembrarei é da bruxa Irene; os outros eu nem vou lembrar o nome, sério.

Não tem mais o que escrever aqui. De verdade, eu só não gostei dos sábios em todo o jogo.


Procura um bom jogo da série Zelda, onde você pode ser livre? Ou um bom jogo da série Zelda? Ou um bom jogo? Com certeza, A Link Between Worlds é um título que você deve considerar ter na sua prateleira.

Entretanto, você é livre para escolher. Escolher entre começar com a Tower of Hera ou com a House of Gales, é claro.

Emocionante.

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