Aquele jogo, aquele engano

Eu não peço mais respostas, nem palavras. Sequer presença, sequer carinho, ou sorriso, sequer um olhar mais cheio de algum significado difuso — perdido entre a tua íris e aquele coração em que eu nunca de verdade entrei. Não te peço nem mesmo um bom dia, nem notícia, nem nada de nada, com toda certeza.
Eu te peço nada, além de sossego.
Custa nada. Custa só você na sua, eu na minha, cada um na sua vida sem querer que elas se enrolem de novo. Facinho pra você, leve pra nós dois; eu só peço que agora você se solte da ideia de mim, e te vá. Eu não quero mais as tuas respostas, não as peço mais: não te peço nada. Nem ação, nem convite, nem uma desculpa esfarrapada para esconder tuas razões. Nada, nada.
Nada, além de sossego.
Nesse teu bate bola eu cansei de ser o bobo. Trocamos o jogo, mas esse não me agrada — já brinquei muito de ciranda, agora eu prefiro brincar de pegar.