Seguiremos até amanhã

E se, da minha vida, a tua não fizer parte, eu sigo. Eu ando, ando pra lá, pra cá, pra lá de novo, eu sigo. E se nada daquilo tudo foi verdade, eu ainda sigo; em frente, ou pra trás, se der vontade de voltar e fazer as coisas que deixei para aquele amanhã. Eu sigo pra frente, ou pra trás, eu ando por lá e por cá — eu sigo.

Amanhã o dia vem de novo, e é um novo dia pra fazer tudo errado, se quisermos.

Se, na tua vida, a minha não fizer nem uma pontinha, cê segue o teu enredo, só não me enrola. Eu ando pra lá e pra cá e talvez eu volte pra fazer tudo errado de novo na vida de outro, porque quem disse que eu não posso? Você pode também mudar de ideia, se quiser; eu vou tá lá adiante, seguindo, pra frente, pros lados, pra onde o dia que vier me der vontade de ir.

Amanhã tem também uma noite nova, que é uma noite pronta pra gente esquecer que o outro dia vem em seguida. E se da minha vida a tua não fizer parte, azar. O meu, o seu. Tanto faz. Sorte também, porque quem é que sabe no que isso pode dar, não é?

Amanhã o dia vem de novo, e anoitece uma noite outra, e a gente pode seguir fazendo aquela coisa toda sem sentido que a gente sempre faz.

Amanhã já vem. E azar é nosso, afinal.

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