Ah, eu nunca fui de escrever meu sentimentos por aqui. Mas, dessa vez, talvez, faça sentido dar voz aos meus pensamentos. O cara foi meu ídolo, a voz que embalou a minha adolescência. Quando eu fiz 15 anos, pedi um presente pra minha mãe: ir no show da minha banda favorita: Linkin Park! Era 2004, enfrentamos frio e fila para garantir nossos lugares. O Morumbi estava lotado, e apesar de ser São Paulina, aquela era minha primeira vez no estádio. Estava preocupada, será que não ia ser mico demais ir com a minha mãe no show? Quando as luzes se apagaram e os primeiros acordes de Don’t stay tocaram, eu soube que eu estava feliz! Feliz por compartilhar aquele momento com minha mãe, feliz por estar viva! Feliz por aqueles caras que nunca tinha visto na vida! E eu queria que você soubesse, Chester, que você me fez feliz, mesmo sem me conhecer. Que você me consolou, mais de uma vez. Que você me entedia, me apoiava e eu queria poder ter feito alguma diferença na sua vida, como você fez na minha. Sinto muito, mesmo, por você não ter conseguido lidar com as suas emoções, por não estar bem com você mesmo, por não estar feliz. Eu já estive aí. Ninguém tem o menor direito de te julgar, ninguém sabe como era estar no seu lugar. Eu te amo, sentirei sua falta.
