Das fragilidades

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Fragilidades expostas,
reconhecidas, viram força;
é assim:
a árvore que dorme,
é acordada pela folha

Cai aos poucos
(5 centímetros por segundo?)
atinge o chão
faz-se presença no mundo

A folha que habita
o solo enigmático
ali brinca com um inseto
faz-se corpo atento
ao desdobrar do universo

Estamos acontecendo
expondo o nosso avesso

Somos fragilidade e força
ao mesmo tempo
interação das contradições
tempestivas emoções
que se colocam
sem medo

E tudo é apesar
disto e daquilo
tudo se põe à marchar
a determinado destino

Mas também é possível
ser raiz e resistir
ir pr’além do que se espera
daquilo que as veias ditam

O meu espírito é bem maior
e intocado pela materialidade

ele sou eu, em minha verdade.