poesia_32
Feb 23, 2017 · 1 min read
Carnaval

de tempos em tempos
te vejo,
de tempos em tempos
somos os mesmos
de dez anos atrás.
a gente tem uma crença,
rito, ritual e ritmo
que faz a coisa toda
ser a mesma.
éramos eu e você
cobertos de certeza.
nada para ser
além da essência –
e do extremamente
essencial.
e é tão bonito
que a gente sempre seja
no carnaval!
te abraço e te possuo
num milissegundo
de amor primordial.
como eu te quero
de tempos em tempos!
pra te lembrar
com assombro
e te ter
sem remorso.
pra te guardar
num quase-vazio
e de repente, sutil,
te ver preencher!
devagar, tu vens
e me tenho nas nuvens
e nas margens,
aos teus pés.
