poesia_36
Feb 25, 2017 · 1 min read
Felicidade repentina
Nada sei além da corrida
Até o Tempo, sepulcral;
Estou indo, coagida
Ao impulso-final.
Tento escrever o que me dói
E acabo dando voltas
Na carcaça da Felicidade.
Sou bicho e a devoro
Detritívora, me demoro
Em sua concavidade.
Quando viva, era uma ideia
E porisso, a própria cousa
Imperando, insincera
Naquilo que a toma.
Quando viva, mal a senti
E assenti não a ver
Felicidade que não vi
Fiz de súbito, viver.
