poesia_37
Feb 25, 2017 · 1 min read
Quero demorar
Em sua demora*
Até aquiescer
O meu íntimo.
Escrever o indizível
O descompasso
O passo-lunar.
Ver-te no verde
Meio-cativo
Meio-esquivo
De meu olhar.
Nasceu o vermelho
Em meio às cores tantas!
Nasceu da mortalha
De minhas esperanças.
De costa ereta
Olho pr’horizonte
Coisa não concreta,
Não possui onde!
Tento racionalizar
O medo que tenho:
Não é triangular
Não é
Não sen(d)o.
Me diz qual concretude basta
E qual tempo, estanca;
Me diz, pois é tarde
E longínqua, a distância.
*H. Hilst
