a impermanência do céu

ajustando a perspectiva

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Minha amiga perguntou como andava o relacionamento, o trabalho, a vida. Olha, vai tudo muito bem, até parece estranho não ter algo para resolver. Desculpa esse meu assunto sem graça, mas sinto dizer que tudo está bem. Rimos. Agora tá bem, amanhã talvez, depois quem sabe ou não? A efemeridade da vida faz a gente nadar, seja nas marés de sorte ou na completa falta dela.

Sou adepta do pensamento que na vida a gente aprende de todos os lados. Aliás, a gente aprende até olhando pra cima. Até quando olha pro céu. Eu falo do céu mesmo, esse que a gente conhece e que tá lá fora todos os dias. Eu acho que o céu tem uma capacidade única de lidar com fases: assim como ele lida com a chuva, ele também lida com impermanência do arco-íris. Tem tempo ruim e tem tempo bom, opostos com algo em comum: a tal da efemeridade.

Aprendi com o céu a importância de ajustar a minha perspectiva. A gente sabe que a chuva vai chegar, mas que depois o tempo limpa pra gente se pintar da cor que quiser.