uma pequena nota sobre coragem
e sobre o passado

A folha em branco do futuro dá frio na barriga, arrepia e faz a gente perder muitas noites de sono. Pode ser. Enfrentar o desconhecido é coisa de louco: por isso, eu vivo no presente porque é no presente que eu moldo o meu futuro. Essa frase tá meio clichê, não é mesmo.
Eu não sou psicóloga (ah, que pena), mas sou humana e sei que o passado é um pedaço da gente e que os fatos grudam no nosso ser e nos acompanham por aí — com ou sem o nosso consentimento. Só que gente acostumou com a ideia de que olhar para o passado não adianta de nada, afinal, já aconteceu e eu não vou voltar lá não, obrigada. Fecha essa caixa, tranca essa porta e evita o assunto na terapia. Memórias. Traumas. Momentos felizes. Desastres. Alegrias. Aprendizados, né.
E por isso esse texto é sobre coragem. Porque, coragem não é só abrir os braços e o coração para o desconhecido que espera a gente na próxima esquina. O futuro é inevitável e também uma astronave que tentamos pilotar — já dizia o poeta. Eu desconfio é que a nossa coragem maior e mais doída, encontra-se no momento em que nos dispomos a abrir aquela caixa de pandora e enfrentar o nosso demônio mais presente: o passado. Seja na terapia, com amigos, na mesa do bar ou embaixo das cobertas.
agora, em vez de ❤ o texto, você pode acionar o botão clap clap pra dizer o quanto gostou de um texto e apoiar o autor. acione o clap várias vezes se você gostar muito ou uma vez porque “ah, é legal, eu gosto”. e, claro, nenhuma vez se você leu, provou e não gostou.
