uma pequena nota sobre coragem

e sobre o passado

Gabi Favarini
Aug 23, 2017 · 2 min read
image unsplash

A folha em branco do futuro dá frio na barriga, arrepia e faz a gente perder muitas noites de sono. Pode ser. Enfrentar o desconhecido é coisa de louco: por isso, eu vivo no presente porque é no presente que eu moldo o meu futuro. Essa frase tá meio clichê, não é mesmo.

Eu não sou psicóloga (ah, que pena), mas sou humana e sei que o passado é um pedaço da gente e que os fatos grudam no nosso ser e nos acompanham por aí — com ou sem o nosso consentimento. Só que gente acostumou com a ideia de que olhar para o passado não adianta de nada, afinal, já aconteceu e eu não vou voltar lá não, obrigada. Fecha essa caixa, tranca essa porta e evita o assunto na terapia. Memórias. Traumas. Momentos felizes. Desastres. Alegrias. Aprendizados, né.

E por isso esse texto é sobre coragem. Porque, coragem não é só abrir os braços e o coração para o desconhecido que espera a gente na próxima esquina. O futuro é inevitável e também uma astronave que tentamos pilotar — já dizia o poeta. Eu desconfio é que a nossa coragem maior e mais doída, encontra-se no momento em que nos dispomos a abrir aquela caixa de pandora e enfrentar o nosso demônio mais presente: o passado. Seja na terapia, com amigos, na mesa do bar ou embaixo das cobertas.


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