primeiro rascunho do ano

Ouvindo música de bandinha emo, morrendo de calor, socada no cantinho da minha cama, bem na janela. AH, que saudades que eu tava.

Casa. Depois de seis meses que tive de engolir, cheguei, to aqui mesmo, de verdade. Nossa, às vezes parece que passei uma década longe, outras vezes nem parece que saí daqui.

Tava tão feliz no inverno que esqueci o calor absurdo que faz aqui. Tinha uma agenda tão cheia que nem lembrava as muitas horas de tédio, reclamando a falta do que fazer.

Mas ao mesmo tempo, estou amando isso aqui. Querendo ou não, foi a minha casa por mais de dez anos. É a zona de conforto onde cresci, e, mesmo sendo difícil de admitir, fico com um nó na garganta ao pensar que já estou de saída.

Essa cidadezinha no interior de São Paulo sempre representou uma certa estabilidade para mim, pequenas mudanças, um passinho de cada vez. Agora, vai ser um pulo estratosférico vendado. Desembarcarei num destino já conhecido, mas com muitas possibilidades, diversas atividades e uma infinidade de manias para deixar pra trás.

Não consigo afirmar com toda a certeza do mundo que estou pronta, mas já estou de braços abertos para cada desafio que aparecer, carregando apenas o essencial.

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