só começando

"Toda história tem um começo um meio e um fim", disse toda e qualquer pessoa por aí (principalmente professores de redação).

MAS QUE BABOSEIRA! Me revoltei, não vou deixar que a minha história seja ditada por uma regrinha tão mequetrefe assim. (nota mental para incorporar "mequetrefe" ao meu vocabulário cotidiano)

Óbvio, minha história, como a de qualquer um, teve um começo: eu nasci. Mas você se engana se acredita que o recheio entre esse início e o fim (quando morrer) é tudo "meio".

Eu estou BEM longe de viver uma vida "meio" vivida. Vivo por inteiro, vivo começos, meios e fins num só dia.

Quantas vezes chorei sem parar achando que fosse o fim, só para a minha mãe chegar com um bolo de fubá recém saído do forno, para eu reparar que quando quisesse, eu podia recomeçar tudo de novo.

Quantas vezes, num piscar muito feliz de olhos senti que vivi uma vida inteira.

INTEIRA. Sabe o que significa? São inúmeros ciclos de começos, meios e fins. Começos que podem se desenrolar em diversos meios, que, por sua vez, nos dão infinitas possibilidades de fins. Mas esse FIM, não é o final da história, é o marco de seu recomeço (e o fim desse texto).

(Não sei, talvez tenha ficado meio batido esse tema, textinho clichê, mas queria fazer algo mais ~introdutório~ pra marcar a minha incrível estreia por aqui)