Já é quase meia noite

Quase meia noite e as palavras borbulham na mente. Sem conseguir dormir, e com uma jornada cheia amanhã, me pergunto sobre o futuro.

Não que eu esteja ansiosa com o futuro. Afinal, até hoje o presente sempre chegou como presente. E quando ele chega deixa de ser presente, então, já aprendi que pensar muito sobre o futuro pode tirar o encanto do presente.

Mas ainda continuo pensando no que vem por aí. E é uma sensação boa essa de não saber. Não saber é ter escolhas. E enquanto houver escolhas, bem, estamos indo bem, não é mesmo?

Aí me pego pensando sobre o que é ir bem. E volto a pensar no futuro. E volta tudo de novo.

Nessa confusão de pensamentos e sentimentos encontro o caos que me faz paz. Pode parecer confuso… e é mesmo. Mas é esse caos que faz movimento. Esse caos que me constitui, e é nesse caos que encontro a calmaria.

Com a mente borbulhando e o coração agitado paro (sem parar) pra pensar na vida. Vida: isso que acontece entre a espera constante e o repentino inebriante.

Da aquele frio na barriga. Enquanto eu escrevo me contesto. Me testo. Me contraponho. Me recuso a escrever um “se” a essa hora. Mas e.. bem, talvez esteja na hora.

Nunca gostei de ter hora. Mas detesto atrasos. É, talvez seja bom tentar dormir de uma vez. É palavra que não acaba, pensamentos que transbordam e quanto mais as letras se formam, mais palavras querem se encaixar aqui. Por fim, deixa eu ir.

(Continuo transbordando nesse caos. Mas caos é também paz)

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