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Quando o assunto é pesquisa, muito se fala sobre ter um contato próximo dos seus consumidores como forma de melhorar a experiência final deles. E não há discussão à respeito disso.

Mas desta vez pensei que seria interessante trazer informações sobre um outro ângulo e falar sobre o aspecto do negócio.

E se, pelo lado dos consumidores, é importante fazer pesquisa qualitativa, pelo lado do negócio também. Existem 2 grandes motivos para isso:

#1. Economia de tempo e dinheiro

Talvez você já tenha ouvido falar que algumas empresas não fazem pesquisa porque é financeiramente caro, ou porque não há tempo a perder com pesquisa. Abrindo um parênteses aqui: há muitas formas de realizar pesquisas de forma rápida e barata. Mas considerando um caso em que de fato a pesquisa precise ter um custo elevado e um tempo de duração maior, normalmente essas empresas fazem a conta de maneira errada. …


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Em 2018, desenvolvi meu projeto de TCC para o curso de Design de Produto. Pensei bastante antes de escolher o tema porque queria que fosse algo desafiador pra mim e que realmente ajudasse as pessoas.

Me considero uma pessoa apaixonada por música. Não só por ouvir música em si, mas pelo poder que ela tem. Sou daqueles que tem uma playlist de música para cada coisa, e meu estado de espírito com certeza muda conforme as músicas que eu escuto.

Estou te contando isso porque o tema do meu projeto foi música para pessoas surdas. Meu desejo era de fazer com que as pessoas surdas também pudessem sentir a mesma coisa que eu sinto quando ouço música, que elas pudessem ter uma experiência musical prazerosa.


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Esse artigo é a continuação de uma série de 3 posts. Para ler do início, acesse o link abaixo.

Pesquisa qualitativa

Escolhi iniciar minha investigação conversando com uma especialista, ou seja, uma pessoa que tem propriedade para dar opiniões sobre o assunto investigado. Neste caso, contei com a ajuda da Gildete Amorim, intérprete e professora de Libras que vive inserida no dia a dia das pessoas surdas, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Através dela, consegui saber com mais certeza de que a música está sim presente na vida das pessoas surdas. …


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Esse artigo é a continuação de uma série de 3 posts. Para ler do início, acesse o link abaixo.

Pesquisa quantitativa

Utilizando a plataforma do Google, criei meu questionário e divulguei em diversos grupos no Facebook específicos de pessoas surdas, para que pudesse atingir a maior quantidade possível de pessoas.


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“Se eu tivesse perguntado às pessoas o que elas queriam, elas teriam dito cavalos mais rápidos”.

Todos conhecemos a famosa frase atribuída à Henry Ford. Ela costuma ser usada de exemplo pra defender que as pessoas não sabem o que elas querem e que, por isso, fazer pesquisa com os consumidores não dá resultado. Desde quando me tornei pesquisador na área de Design, passei a gostar muito dessa frase, porque ela diz exatamente o contrário — pra quem aprendeu a enxergar.

Modelos mentais

Vamos utilizar a definição de modelo mental do Wikipedia para se aprofundar no assunto:

Um modelo mental é um mecanismo do pensamento mediante o qual um ser humano, ou outro animal, tenta explicar como funciona o mundo real. É um tipo de símbolo interno ou representação da realidade externa, hipotética, que tem um papel importante na cognição. …


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Se fosse para criar um mapa da pesquisa qualitativa na intenção de guiar novos viajantes, eu desenharia esse mapa em 10 passos recorrentes. Claro, toda estrada tem suas rotas alternativas e atalhos. No entanto, vamos inicialmente nos manter à rota principal…

#1 — Definição do Problema / Briefing

Tudo começa no entendimento do propósito da pesquisa, que no fundo está sempre ligado ao objetivo de negócio do serviço. A necessidade de uma pesquisa não é simplesmente “entender os usuários” ou “nos aproximar dos usuários”. Isso é um meio para um fim. Com que finalidade você quer entender os usuários? A resposta está conectada ao objetivo de negócio.

Vejo a pesquisa qualitativa contendo dois grandes…


Se você deseja entender sobre os usuários/clientes do seu produto ou negócio, fazer pesquisas com essas pessoas é essencial.

Dois corredores de escadas separados no meio por um corrimão, com uma porta de cada cor ao final de cada corredor
Dois corredores de escadas separados no meio por um corrimão, com uma porta de cada cor ao final de cada corredor

Mas o que exatamente você quer saber sobre eles? O que fazem? Como fazem? Ou por que fazem? Talvez você tenha várias dúvidas e, dependendo de quais forem, podem necessitar metodologias diferentes de pesquisa para que sejam respondidas.

Falando especificamente sobre experiência do usuário, costumamos utilizar com frequência duas metodologias: pesquisas quantitativas e pesquisas qualitativas.

Pesquisa Quantitativa

O nome já deixa claro que se trata de uma pesquisa com quantidade. É uma pesquisa que normalmente exige um grande número de respondentes. Tem como objetivo quantificar um problema, comportamento ou opinião de uma “população” através de uma amostra representativa.

De que forma é realizada

Costuma ser feita em formato de questionário — online ou presencial — , com a maior parte das perguntas fechadas e respostas estilo múltipla escolha, em escala ou dicotômicas (apenas sim ou não). …


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Um guia com erros comuns e como se prevenir contra eles

Entrevistar usuários é uma prática imprescindível no dia a dia de trabalho de um designer. No entanto, apenas ter uma conversa com essas pessoas pode não te levar a lugar algum. Você já terminou uma entrevista com a sensação de que nada do que o usuário falou foi muito profundo e impactante?

Considerando que o perfil desse usuário estava alinhado ao perfil dos usuários do seu produto/serviço, provavelmente a culpa não foi dele.

O que pode ter acontecido:

#1 — A forma como você pergunta pode estar inadequada

Entrevistar não é conversar, e também não é fazer qualquer pergunta. …


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Como uma introdução ao medium, reservei esse espaço para contar o que você poderá encontrar por aqui e decidir se deseja acompanhar meus posts. Mas antes, deixa eu te explicar o que me levou a criá-lo.

Trabalho há quase 3 anos com UX Research em uma equipe especializada em pesquisas qualitativas que atende diversos produtos e plataformas digitais do Grupo Globo (G1, Globoesporte, Gshow, Globoplay, entre outros) e, apesar de ser um tempo de experiência relativamente curto, meu dia a dia de trabalho foi suficiente para me fazer perceber duas questões importantes:

#1 — Fazer pesquisa qualitativa exige conhecimento especializado

Pesquisas com usuários planejadas de forma errada ou simplista geram informações superficiais, tendenciosas ou até enganosas, o que é crítico para a tomada de decisão.

About

Gabriel Bastos

UX Researcher na globo.com / Pós graduando em design de serviço. Fala comigo no Instagram! @ gab.insights

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