Por que, Bolsonaro?
Não sou grande apreciadora e nem entendida da política, até porque não fomos fabricadas para isso. Mas, não somente eu, como muitos ao redor de minha bolha social, tememos o mesmo: Bolsonaro.
Não dá pra escrever, em poucas palavras, tudo o que ele representa atualmente. Chegamos em 2018, e o medo dele vencer as eleições é algo tão real quanto o Trump já ter sido eleito.
Não adianta falar sobre as apologias à violência do Bolsonaro, pois os seus seguidores simplesmente ignoram ou não se importam. Mesmo.
Não adianta nem falar que precisamos de livros, não de armas.
Em menos de um mês para as eleições, o que eu digo é: por que, Bolsonaro? Por que o Bolsonaro? Tenho a impressão de que toda a minha construção educacional, em um bom colégio, regado aos privilégios, simplesmente não valem mais de nada agora. Os mesmos que estudaram comigo e aprenderam que a ditadura de 64 foi algo repudiante , hoje repetem frases programadas.
“Bandido bom é bandido morto”. “Devemos dar um fim às cotas”. “É melhor JAIR se acostumando”.
Já sabemos que tudo isso passou dos limites, mas, o que acontecerá após as eleições? Será que este texto um dia poderá ser censurado?
O que nos cabe agora são as dúvidas, os medos, os anseios.
A cada dia, todas as lutas de ações afirmativas, tudo sobre os direitos humanos (que está na Constituição Brasileira), estão indo para um limbo, sem nenhum cuidado mínimo.
Por que chegamos aqui? E para onde estamos caminhando agora (ou sendo obrigados a caminhar)?
A minha esperança diz que, no futuro, teremos bons formadores de opinião, que pregarão, pelo menos, a tolerância. Mas o que vai acontecer depois destas eleições? Realmente estou curiosa, e com medo de ver o resultado. Com o Bolsonaro na presidência ou não, já temos a certeza de que a intolerância é algo já instaurado ao nosso redor. E isso dá medo. Muito medo.
