A minha tese é: embora prevista na Constituição, a eleição indireta traz o mesmo grau de instabilidade para a República. A menção constitucional à eleição indiretalimita-se a um ínfimo parágrafo dentro de um pequeno artigo. Além disso, a Carta Magna previu que uma lei regulamentaria essa eleição indireta, mas essa lei não existe. O que temos hoje é uma legislação desatualizada, fruto de uma técnica legislativa não confiável e com poucos detalhes (Lei 4.321/1964).
Eleições em 2017: diretas e indiretas trazem o mesmo o grau de instabilidade
Gabriel Lazarotti
23

Oi, Felipe. Eu escrevi esse texto há um mês. Acredito que as circunstâncias mudaram um pouco. Contudo, uma PEC com maciço apoio popular poderia excepcionar o princípio da anualidade da lei eleitoral e fazer com que as eleições diretas em casos como esses já valham para o processo atual. Mas não estou certo de que o Temer vai cair, e se cair, já preparam o Rodrigo Maia para isso. Não há limites para o Poder Constituinte Originário, poderíamos remontar o Estado caso quiséssemos, mas nos falta mobilização efetiva. Obrigado pela interação.