COTIDIANO

Era segunda-feira e ao cair da noite, o aroma do ar era de matte com limão, como de costume. Ao olhar para cima, me deparei com um céu avermelhado. No mesmo instante, o calor do chá pelando aquecia da minha língua ao meu peito. Há tempos que o chá é a unica solução para esquentar esse peito. Falta fogo enquanto até mesmo a escuridão do céu é avermelhada.

Por favor, uma dose de astigmatismo com duas colheres de um grau em cada olho. Distorce minha visão, borra meu consciente e ataca minha cabeça com dores. Para que sem norte eu consiga encontrar meu nordeste. Para que o calor venha do sol que bronzeia a alma e aqueça o peito, e os ventos sejam carinhos para desabafar.

(Dedicado a Mandok, que não estava preparada para escutar esses fragmentos de mais uma epifania)

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