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“não sei onde você está agora. um palpite. você está se masturbando. chegou cansado do trabalho, comeu alguma coisa, e foi direto no chuveiro descarregar tesão acumulado. a estoquista de quatro entre os livros da coleção grandes pensadores universais. Só você sabe como pensou o dia inteiro nisso. quando acabar ouça, por favor. urgente. estão nomeando a gente, tem ideia do que isso significa? seremos designados…”
“foda-se”
“era a sua voz”
“foi estranho mesmo. deve ter um truque”
o rapaz estava cansado. desconversou. ainda não entendia como alguém sabia da estoquista. se a pauta surgisse estaria fodido.
“ele falou de uma estoquista”
“eu nem sei quem ele é”
“ele tinha sua voz”
“tá bom, era eu, satisfeita?”
“por que você gravaria uma mensagem pra si mesmo? então você não quer transar por que bateu uma punheta pra estoquista?”
estava fodido.
“claro que não, eu..”
a menina saiu do quarto batendo a porta. o rapaz pegou seu celular e analisou a procedência da mensagem de voz. não reconheceu o número, mas a imagem. era ele mesmo. cabeludo.
“que porra é essa?”
outra mensagem de voz:
“deu certo? ela ficou puta? pode soar estranho, certamente parece loucura, mas eu sou você. foda-se. acreditando ou não, eu, A-CA-BEI de te salvar. ela iria te matar. antes de qualquer coisa, olhe embaixo do travesseiro”
hesitou.
1 minuto depois achou a faca de cozinha embaixo do travesseiro.
checou novamente o celular. mais uma mensagem de voz:
“acredito que seria durante o sono. a assassina já deve estar longe nesse momento. talvez vá atrás da estoquista primeiro. sugiro que você se mude. ah, não precisa agradecer hehe. é… então, te falar… se demite, cara, vai pra são paulo fazer o teste. experimenta, ok? não vai doer, estamos apenas iniciando a porra toda”
mudo.
chocado.
