Roberto Loeb e Solé & Associados

(Foto: Kassandra Pooch)

Em 2001 o edifício foi restaurado, pelo Roberto Loeb e a Solé & Associados, para tornar-se um espaço cultural. Na época, a única referência que tinham era o livro histórico do mestre de obras que construiu o local. A partir dele a equipe iniciou o cadastramento do prédio, redesenhando cada detalhe, com mapeamento e pesquisa histórica. A Solé ficou responsável pelo projeto de restauro e o Loeb pela arquitetura do monumento. “A participação na restauração foi um trabalho magnífico”, conta Ismael Solé.

O projeto do edifício do Banco Nacional do Comércio, hoje Santander Cultural, espelha o neoclássico francês e é um exemplar do ecletismo histórico. O prédio foi construído para ser sede do banco e a proposta foi levar uma nova leitura, transformando em um centro cultural. O enfoque principal da adaptação e restauração do edifício foi deixar evidente, para o público, a originalidade do local, inicialmente sendo fiel a leitura bancaria, passando a ideia de solidez e segurança, e o que foi adaptado para atender à sua nova função: ser um centro cultural que lida com diversos interesses.

(Foto: Kassandra Pooch)

A mudança do edifício foi negociada com o patrimônio histórico, pois o projeto original já havia sido tombado. O antigo cofre principal transformou-se em um cinema, os cortes das portas são originais, mas o átrio foi o destaque da arquitetura feita por Loeb, construído de cima para baixo, com a estrutura sendo toda montada por cima e vindo pelo ar.

Quando o projeto foi entregue à Loeb e Solé, a data da inauguração já estava marcada, pois o evento envolvia autoridades com agendas lotadas. “Tivemos que correr contra o tempo e entrar de cabeça no processo” conta Solé. O local foi pensado para passar a ideia de compartilhamento, fazendo com que o acesso de uma sala para outra seja fácil independente do lado que o visitando entre. Para Solé a parceria com Loeb foi muito boa “um arquiteto de primeira grandeza, muito bom, criativo e ponderado”, conta.