A Bicicleta

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Anos atrás, enquanto meu pai me ensinava a andar de bicicleta, ele esqueceu de me dizer que em um futuro friamente contado pelos ponteiros de um relógio, eu teria que aprender a equilibrar não só a mim, mas um tanto de coisas em cima das duas rodas.

Como toda geminiana, minha busca pelo equilíbrio é incessante.

Vivo tropeçando nos altos e baixos da vida.

A tarefa mais difícil depois de tirar as pequenas rodinhas de apoio da bicicleta rosa é desviar dos buracos e não deixar a bagagem cair no chão. Vez ou outra, eu que presto atenção demais na paisagem e de menos na estrada, me encontro tendo que recolocar mala por mala, história por história, lembrança por lembrança, sorrisos, lágrimas e aprendizados, tudo de novo na cestinha antes de seguir viagem.

E é, justamente nessas horas, que paro para ver tudo que já percorri, a marca do pneu está ali marcada no asfalto e o caminho é longo — assim espero — até o final!