Vamos falar sobre elas…

Há um certo tempo, o assunto feminismo surgiu entre rodas de amigos, nas mesas de bares e nas redes sociais. Existem muitas opiniões sobre o assunto, mas muito além daqueles que concordam ou discordam com o movimento, temos a publicidade.

E como ela tem se adequado a esses questionamentos?

É fato que as marcas que vem quebrando a cabeça para entender os anseios dessa nova mulher. A mulher atual, que foge dos estereótipos, que está cansada de ser tratada apenas como objeto de desejo. Afinal ela estuda, trabalha diariamente para conquistar um espaço justo no mercado de trabalho, batalha por direitos igualitários e tem sonhos que vão muito além de ser a próxima garota dos comerciais de cerveja.

Mas será que entendemos o que as mulheres estão pedindo?

Puxando na memória, consigo me lembrar de marcas que, realmente, conseguiram captar o ponto de discussão e transformaram sua propaganda em algo que empodere a mulher atual.

Um dos cases que resumem melhor a mudança de consciência da mulher sobre si mesma e da sociedade como um todo sobre a figura feminina é o case abaixo, da marca Always, da gigante P&G:

Link: https://youtu.be/XjJQBjWYDTs

Nesse comercial da linha de absorventes Always, a marca propõe um questionamento muito pertinente para a sociedade: para você, o que significa a expressão like a girl ?.

Inicialmente, todos respondem com o óbvio, com aquilo que tem sido imposto como a imagem da mulher. Até que surge uma menina na tela e mostra que, na verdade, a expressão “LIKE A GIRL” significa nada mais do que dar o seu melhor, fazer o máximo que você pode.

E é esse o DNA da mulher, é a luta diária, é se doar para fazer sempre mais, mais e melhor. A Always me entendeu, te entendeu e entendeu milhares de mulheres mundo a fora.

E, o mais importante de tudo, ao invés de nos dizer “compre isso, faça isso, todo mundo vai te achar mais bonita e legal se você usar o meu produto”, a marca nos mostrou “ei, estamos juntos, te entendemos e vamos lutar ao seu lado”.

Analisando aqui a pergunta que fiz no começo do artigo entendo que há muito chão pela frente. Vejo que existem inúmeras maneiras de falarmos com esse público e diversos meios de transformar a comunicação atual em algo mais profundo, que toque no âmago, que faça sentido e que realmente gere identificação com a mulher.

E aí, vamos juntos?

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