Tem dias que tudo que eu quero/preciso é fazer estudo de caso de mim mesma. (Re)contar as histórias da Gabriela dos 13 pra Gabriela de 20, os medos, os sonhos e as conquistas. Deixar que as palavras fluam sem interrupção, sem julgamentos ou pré-conceitos; acolher cuidadosamento cada demanda que surgir, cada sentimento, cada dor, cada crise existencial; tudo isso assim: de frente ao espelho, olho no olho. Vida Centrada na Pessoa. Revirar cantinho por cantinho de mim, das cicatrizes da pele às marcas da alma; instruir meu corpo a se deitar, respirar fundo algumas vezes, auscultar cada grito interno que tantas vezes passa despercebido aos outros por ai. Analisar cuidadosamente dado por dado, buscando estabelecer um nexo causal e correlações temporais, buscando compreender o meu eu dentro de todo o contexto existencial, dando atenção e aceitando que talvez algumas perguntas serão respondidas ao decorrer da minha história natural. Prescrever categoricamente: doses de amor próprio, uso tópico de carinho, encaminhar aos encontros semanais na roda de amigos e recomendar enfaticamente! o abandono de velhos hábitos (o comer sem sentir o sabor, o medo de falhar, a angústia de não saber tudo). Nível A de amor. Retornos diários para seguimento rigoroso.

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