O que acontece quando você dá um passo além e a razão e emoção estão em timmings diferentes.

Hoje faz 1 mês que o Congresso Criando Nossa Realidade aconteceu.

Esses 30 dias parece que foram 30 anos. São tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que eu não sei o que pensar.

Muita gente imagina que quando alguém decide fazer alguma coisa, mudar de vida, de carreira, de estilo de vida, o passo mais difícil é tomar a decisão e fazer acontecer. Agora eu me sinto naqueles joguinhos que vai pulando de fase e a dificuldade só vai aumentando junto.

Eu fiz isso. Eu saí do mundo corporativo, eu criei uma nova realidade, eu montei uma estrutura, criei algo que eu acredito (que foi esse evento online) unindo minhas habilidades, temas que eu considero relevantes e um material que possa ser útil para as pessoas (depois de quase um ano de “maturação”). Só recebi feedbacks positivos e construtivos. Lindo!

Fiz também o curso de formação em massagem com toque profundo, passei o primeiro semestre testando nas pessoas e amei. Agora posso atender profissionalmente. Lindo também!

E agora? What´s next?

Tenho tudo para estar bem, não tenho? Consegui realizar um negócio que eu acredito, fortaleci o terceiro chacra, o do guerreiro. Faço essa massagem terapêutica como ninguém. Meu sonho é que existisse uma EU pra fazer em mim mesma uma sessão ;)

Internamente falando, estou vivendo uma das fases mais difíceis, mais doloridas e confusas da minha vida.

Eu não consigo explicar em palavras, é uma mistura de expansão e choque de consciência, de preguiça universal, de tranquilidade, de angústia, de (in)sanidade….. É algo BEM estranho.

Onde está o ponto?

Nunca estive nessa posição. Sei que cada vez a gente vai ficando mais experiente na arte da resiliência, mas essa é a primeira vez que eu estou me sentindo completamente sem saber o que é. E sei também que tem horas que não precisamos encontrar respostas racionais.

Estou na confusão. A confusão mental, sensorial, vital. Eu não sei explicar, mas estou naquele patamar que ninguém fala. Sabe quando se alcança um passo e depois parece que a curva é só ascendente na vida das pessoas? MENTIRA!

A real é que eu acho que a gente tem vergonha, não tem coragem de assumir esses sentimentos pós conquista de algo.

Eu to enrolada sim. Eu tô difícil sim. Eu tô frustrada sim. Insegura. Com medo. Com preguiça. Com bode. Com pressa. Com fome. Sem grana.

Mas com o que? Frustração é uma das piores coisas que existem, porque quem colocou a expectativa de algo ser assim ou assado, é nossa. E quando ela não acontece do jeito que a gente quer, aí vem esse sentimentozinho tão hardcore.

Mas minha fase agora é a seguinte: eu já sei na teoria da maioria das coisas que eu falaria pra mim ou para qualquer pessoa no meu momento.

Eu sei que é uma fase. Eu sei que vai passar. Eu sei que é assim mesmo. Eu sei que faz parte. Eu sei que é importante não desistir. Eu sei que é preciso manter o equilíbrio. Que é importante manter alguma atividade mental e física para ajudar. Eu sei nem tudo é como a gente quer. Eu sei eu sei eu sei!

Mas sabendo de tudo isso, ainda praticando essas coisas, eu ainda sinto uma sensação estranha. Tem horas que eu acho que vou entrar numa outra janela de consciência do cérebro e vou pirar para os padrões….

Eu não consigo colocar energia para “me vender”. Ser empreendedora de si mesma é um MEGA desafio. Vender os pacotes do projeto do Criando Nossa Realidade é algo que está mexendo comigo. Não gosto de vender, não queria ficar fazendo estratégias para as pessoas comprarem os pacotes, sabe? Não gosto de nenhum desses gatilhos, essas estratégias e apelos utilizados mas que sei que fazem parte e podem ser bem úteis se bem aplicados. Queria deixar tudo ali livre, pra todo mundo acessar a hora que quiser. Mas a questão não é só essa. É energética. Não sei explicar. E de grana, óbvio, porque eu quero poder ganhar dinheiro com o que eu gostei de fazer, pra poder viver disso. E ainda não aconteceu.

E parece que vem tudo junto. Aí começa a cair algumas fichas e sensações em todos os campos. Essa maloca toda na cabeça, instabilidade forçada com sua melhor amiga, mal entendimento com sua mãe, descontentamento com seu pai, incômodo nos relacionamentos afetivos, negativa no banco sem ter um suspiro de entrar a grana pra repor e pra viver o mês, saudade de estar em contato com a natureza e não poder ir até ela. E nada disso é a primeira vez que estou passando. Mas é a primeira vez DESSA forma que eu não sei explicar. Aí as pessoas começando a trazer aquele tom das frustrações dela que se misturam com o seu: “agora é hora de voltar pra realidade”, “arruma seu currículo”, “que horas você vai procurar emprego”? Todo esse monte de coisas juntas e aquela preguiça universal.

O que eu eu to fazendo? Onde vai dar isso aqui?

O universo/ divino/ espiritualidade, qualquer nome resolveu dar as caras da experiência tudo de uma vez. A sensação que tenho é que estou tendo que colocar na prática mesmo tudo o que eu estudei, pesquisei e assimilei na cabeça. Agora é hora de descer pro coração e para a ação toda essa verdade aí.

Sabe quando você aprende, assimila em meditações, yoga, a importância de ter a mente calma, de entregar, de deixar o controle, de se assumir como indivíduo?

Faz isso no alto da colina. Faz isso quando você está ótima. Eu já fiz. É lindo. Agora faz isso, pratica isso quando você está sem dinheiro, com a sensação de “lost”, vulnerável e frágil?

Aí fica fácil falar e ter um belo discurso. Sinto que a vida está me preparando para poder realmente saber e sentir tudo o que eu vier a falar sobre essas experiências. E vi o quanto viver de discurso não vale nadaaaaaaaaa.

To falando de deixar a nossa sombra aparecer de verdade. Não fugir dela e conviver com ela. Sim, a gente é ruinzinho também. Sim, a gente tem sentimentos que não queria ter. Sim, a gente é egoísta, orgulhoso, ciumento, possessivo e arrogante. Sim. To assumindo caceta! E é aqui que eu acho que começa o grande lance da vida….. É outra esfera.

E eu sei que exatamente isso que eu estou passando bem desse jeitinho só eu sei o que é. Sim porque sou única, porque meus aprendizados são só meus, porque cada um assimila de um jeito e porque essa experiência é só minha.

E sei mais também. No meu caso, é um caminho sem volta! Tenho certeza absoluta disso. Não sei o que vai ser, como vai ser o meu despertar do despertar, em quais condições serão, mas sei que colocar roupa de recém-nascido em criança de 5 anos não cabe. Não dá mais pra voltar no que era. E o nosso natural é querer voltar. Eu me peguei aqui com umas libertações de certos apegos emocionais, que eu fiquei mal de não ter ficado mal com a situação (do apego). Olha como a gente é malucooo!!!! E estou agora assimilando dentro de mim esse novo estado. Essa nova abertura de consciência e sentimentos.

Eu sempre fui e sou muito otimista. Essa é a primeira vez que estou quebrando uma crença e trazendo o lado dolorido a tona. Ele é real. Ele existe. O belo não deixa de existir mesmo com tudo isso.

Eu sei que no final é tudo lindo. Sei também que está beeeeem longe do final. E que eu estou oscilando muito nas emoções. Em breve (espero) voltará a ficar mais contínuo. Mas enquanto não passa, eu venho compartilhar que é isso mesmo. E que tudo bem. Mesmo não estando tudo bem, rs.

To com bode dessa necessidade das pessoas exporem para o meio externo suas falsas alegrias (não é em tom depressivo, é em tom de falta de verdade genuína), essas frases de motivação nas redes, de pessoas falando de coisas lindas e altruístas e de como superaram os desafios. E o pós desafio? E o desafio do desafio? Porque só fala depois que supera? Acho que sei a resposta. Porque é muito individual mesmo. Isso que tá rolando aqui dentro é tão interno que não sai nada além disso. A montanha russa é cheia e emoções.

Mas com nenhuma garantia de nada (precisa ter alguma?), eu escancaro o meu eu, na tentativa de me encontrar um pouco mais em mim e nos outros….. O verdadeiro sentimento de aprendizado chegou. E a tal da resiliência e paciência também…