Me considero ex-ciumenta. Não. Mentira! Sou ciumenta. Me considero ex-louca!

Sim, eu era louca. Até o dia que resolvi me estudar. Sou Life Coach e de nada adianta eu saber conceitos tão fundamentais de inteligência emocional se não usá-los, antes de tudo, em mim.

Olhava celular, encarava outras mulheres, esperneava. Não me orgulho. Não me envergonho. Fazia sentido. Assim que eu achava que deveria ser. Achava que era esse “cuidado” que o manteria do meu lado. Daí partiu a minha reflexão…

O que mantém alguém comigo é o fato de eu investigar, grudar, gritar? Será que esse é o sentimento que eu quero nutrir?

E

No momento em que percebi que esta angústia, esse medo de ser trocada não seria sanado pelo controle ilusório que a loucura me transmitia, fui começando a me libertar.

Sou ciumenta, não sou mais louca. Ciuminho, sabe? Até gostoso de sentir. Aquele que dá um toque, um tempero? Esse eu gosto.

Loucura dói. Nos dois. Acreditamos no filme que criamos na nossa mente. Alimentamos esse sentimento que aperta, que dilacera. Voltando pra razão. A admiração é dos principais componentes de uma relação. Não me admirava quando era louca. Se eu não me admiro, quem mais poderia?

Na loucura a parceria também se perde. Podemos até ser parceiros de manicômio. Dois loucos. Que vão se afastando do mundo. Do “perigo” que a distância pode representar, do “perigo” de estar entre outras pessoas. Fez parte do meu raciocínio no processo de voltar a “normalidade”: ‘esse é o tipo de parceria que eu desejo? Esse que encaixa defeitos?’.

Tenho defeitos. Poucos. Mentira! Mas meu parceiro encaixa suas qualidades neles. E vice e versa. Somos parceiros. Buscamos crescer, melhorar. Não brigamos. Já brigamos. Muito. Hoje discutimos, conversamos. Expomos nossos medos, nossas inseguranças. Nosso ciúme… Estamos juntos na busca do melhor. Para mim. Para ele. Para nós dois.

Eu gosto assim. Não sinto falta da loucura, da que citei em especial. Gosto quando enlouquecemos juntos, nas nossas conversas “cabeça”, nossas viagens. Quando dançamos até cedo. Quando estamos rindo com os nossos amigos. Quando nossos corpos viram um…

Gosto da luz da sanidade, da parceria. Da tranquilidade. Da opção de estar junto. Gosto do ciuminho bobo, com um sorriso de canto. Gosto da cumplicidade que só a paz conhece.

Amo vc.

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