Não é você, sou eu

É difícil dizer que quero você de volta, você que nunca foi meu. Dizer que sinto a falta da sua presença, sendo que ela, é quase nula. Engraçado é lembrar do seu jeito e me pegar com um sorriso de canto de boca, lembrar daquele frio na barriga que me dá, quando você está ali, perto.

Eu acho que nunca vou entender esse medo que as pessoas tem, de sentir, medo da sinceridade, de abrir o peito e mostrar quem você é de verdade, medo de viver. Eu não sei ser assim, não sei ser menos do que eu sou, não sei calar um sentimento dentro de mim, eu tenho a necessidade de me expressar.

Se é possível viver assim, se privando da sensação mais gostosa que existe, é sim. Eu já conheci pessoas que praticam isso, mas eu não, eu não sei ser menos do que eu sou. Comigo ou é, ou não é, você pode dizer extremista, mas acredito que está mais ligado à sinceridade. As pessoas tem medo da verdade. A merda do medo, de novo.

É importante saber o que acontece do outro lado, mas mais importante que isso é mostrar o que acontece do seu. Se envolver é fácil, foda é continuar envolvido. É foda quando você nota que você já fez demais e recebeu de menos. E eu sou alguém que acredita que quando se toma uma atitude não se pode esperar nada em troca, acho que uma atitude é uma decisão própria que só diz respeito ao emissor . Porém, quando você gosta de alguém, você simplesmente quer algo em troca.

Essa troca se trata do respeito, do valor que você dá a alguém e do que você espera de volta. Às vezes é uma merda, eu admito, me sinto sem chão, desolado. Mas quando me lembro que tudo isso vem de dentro, com tanta pureza e sentimento… eu fico admirado. O meu maior prazer é sentir, se um dia eu não puder chorar por amor, eu acredito que a vida não tenha mais sentido.

Quando eu comecei a escrever esse texto, eu só estava pensando em você. Ao desenrolar o conteúdo percebi que o foco aqui, sou eu.

Eu me permito sentir.

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