Sobre amores e perdas — Parte II

Quando você põe na sua cabeça a maturidade emocional pra trabalhar as coisas funcionam melhor né? E, pelo menos pra mim, é só na base do desabafo que funciona. Eu sempre me achei estranha por ser tão intensa, mas as vezes isso é bom. Você tira tudo do peito e quando vê é tudo novo de novo.

As perdas as vezes são necessárias pra a gente ver o nosso lado, no pior lado.
Um amor a mais ou amor a menos nem sempre faz diferença, mas uma superação a mais faz sim.
Você aprende e aquilo cada vez te afeta menos. As dores de um mês se transformam em uma semana, as de uma semana em dias, as de um dia, uma noite.

Nem todos os amores são feitos pra durar. E eu falo isso não por uma questão oculta, de energia e não sei que, mas é que gente constrói eles dessa forma perecível. Tem amores que são rápidos e intensos. Uns são longos e de boas. E é assim mesmo porque pessoas diferentes. E talvez tenha um amor de e duração pra cada fase da vida.

Cada vez que você supera uma perda, coloca na conta do aprendizado e bola pra frente, embora a gente não nasça sabendo isso. Ninguém nasce com maturidade emocional, é uma construção.

Tudo isso pra falar que:
A perda faz parte do amor.
A capacidade de amar envolve a possibilidade da perda.

Mais um tijolo no muro da vida.
Aliás, vida que segue.