A necessidade de ser influenciador digital

Se 2015 foi considerado o boom do surgimento de digital influencers no Brasil, 2016 pode ser visto como o ano do reconhecimento da relevância e visibilidade dessas pessoas, que passaram a liderar marcas, especialmente as voltadas ao público mais jovem.

Em um mundo cada vez mais digital, nenhuma marca pode desprezar o poder dos influenciadores da internet. Ter um produto promovido por blogueiros, youtubers e instagrammers influentes pode fazer a diferença nos resultados de um negócio.

Segundo dados da Rede Snack, multiplataforma de canais validada pelo YouTube, há hoje 6 milhões de influenciadores digitais no mundo. Só no Brasil, são 313 000. Mas identificar a celebridade virtual certa para fisgar cada tipo de público não é uma tarefa simples. Com tantas opções, qual influenciador escolher?

Uma pesquisa YouPIX / Influencers Market 2016, realizada em parceria com a GFK e a Airstrip, mostra que postagens identificadas como patrocinadas recebem 25,3% menos comentários, 12,7% menos likes e 83% menos shares. Então, é preciso tomar alguns cuidados.

Por isso, na hora de fazer essa seleção, a métrica analisada não deve ter como base apenas o número de seguidores (como alguns ainda pensam ser o principal ponto a analisar), a escolha precisa ser orientada após analisar fatores como: alcance, engajamento e relevância.

O ponto é que o número de influenciadores cresceu tanto que fez com que surgisse dúvida em relação à credibilidade dos mesmos. Será que a possibilidade de comprar seguidores não compromete a própria marca? Como confiar em influenciadores que surgem meteoricamente com milhares de fãs?

Nessa onda, o canal Porta dos Fundos lançou um vídeo interessante sobre influenciadores digitais. O vídeo satiriza os motivos para tantas pessoas seguirem influenciadores e questiona o que, exatamente, essas pessoas têm como atrativo para serem consideradas de “influência”.

Além de pensar na credibilidade dessas pessoas, começamos a perceber que ser alguém influente no ambiente digital se tornou algo essencial. Mas quando isso virou uma prioridade e passou a valer mais do que a própria carreira?

Longe das novelas desde uma participação em Verdades Secretas, a atriz Natallia Rodrigues fez um desabafo no Facebook sobre uma proposta de trabalho que recebeu. Segundo ela, um produtor entrou em contato e disse que iria indicá-la para um papel, mas que, para isso, ela precisava comprar seguidores no Instagram.

O post foi compartilhado pela também atriz Simone Gutierrez, que disse que passou por uma situação semelhante e tentou consolar a colega.

“Perdi uma protagonista de novela assim também. Ouvi isso do próprio autor na época! Pois é, infelizmente minha amiga Natallia Rodrigues, essa é a realidade por aqui!”, escreveu Simone.

As marcas precisam entender que as vendas vão muito além dos influenciadores. É responsabilidade da própria marca escolher o representante que fale com o público desejado, produzir um conteúdo de qualidade, criar uma história com o influenciador e inovar. A empresa tem que se adequar ao influenciador. Não precisamos adequar as pessoas às necessidades do mercado.

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