Aspirante à escritor, estudante de Comunicação Social. Sonhador que divaga entre a literatura e o jornalismo. Ou cinema. Ou poesia.
Neste Natal resolvi escrever sobre plantas
Novidade.
Amo plantas. E, como minha mãe sempre mostra, fala e repete, sou o tipo “impaciente” com o hobbie. Afinal, quero que as plantas cresçam logo. Preciso ver esse desenvolvimento contínuo e constante, para que enfim possa crer nessa vivacidade biológica. “Mãe, aquela planta vai morrer”, “mãe, aquela outra não cresce”, “olha só mãe, essa tá seca, tá morrendo, joga água”; são todas frases que digo com frequência, no desespero ao imaginar uma situação onde esse pouco de cuidado e carinho pode ser jogados fora. Felizmente, isso nunca acontece. Estou sempre errado, e sempre feliz por estar tão equivocado em minha pressa.
Acontece que em dezembro toda minha pressa foi recompensada. As plantas estão crescendo. De seus brotinhos nasceram veias, que se transformaram em caules, que carregavam flores em seu colo, entre folhas frondosas e cheias. As raízes, tão memoráveis e terrenas, estão se espalhando para onde querem, em seu caminho intrincado e desconhecido, formando um mosaico de minhocas capaz de apresentar as mais variadas formas e texturas.
O motivo de tudo isso? A inspiração desse texto.
Minhocas de terra e seiva.
Neste Natal, resolvi escrever sobre plantas. Só que resolvi escrever com a luz.
Emaranhado contínuo.
Para que, sem palavras, elas expressem o poder de renovação que o fim do ano carrega.
Mais uma que também trepa entre o ferro.
E, mudas, renovem-se a si mesma.
Pequenina agigantada.
As fotos, minhas, tentam imitar as plantas daqui de casa, congelando-as no tempo e no espaço. O texto apenas divaga sobre o fato. Boas festas.