2018 já começou (e digo o que penso de A a Z)

O jornal Folha de S. Paulo publica desse domingo, 21 de junho de 2015, a primeira pesquisa presidencial após as eleições de 2014. Toda pesquisa reflete a última disputa, mas sinaliza dados importantes para a eleição. Vamos a eles:

Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou. José de Magalhães Pinto

A — nunca vi pesquisa eleitoral pra presidente sendo feita com tanta antecendência e isso deve-se ao fato do governo Dilma Rousseff já ter acabado;

B — o ex-presidente Lula realmente está certo ao dizer que sua imagem está no volume morto e, acreditem, esse volume ainda vai diminuir;

C — A Marina Silva (hoje no PSB) continua na corrida e vai ter tirado seu novo partido, a Rede, do papel em 2018 exercendo papel relevante com propriedade;

D — Todos os candidatos que o PSDB possui já foram testados na urnas presidenciais e fica muito óbvio qual é o melhor concorrente para 2018;

E — A grande parada antes de 2018 vai se dar nas eleições municipais em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro e os pré-candidatos jogarão;

F — Os nomes de Ronaldo Caiado, senador do DEM por Goiás, e Jair Bolsonaro, deputado do PP pelo Rio de Janeiro, não estão na pesquisa e marcariam seus 3% se fossem colocados (não acredito neles candidatos);

G — Tanto Aécio Neves, quanto Geraldo Alckmin, precisam participar de eleições em suas bases em 2018 (um tem Antonio Anastasia, senador do PSDB por Minas Gerais, para concorrer a governador, outro tem o PSB na vice-governadoria a ocupar o cargo pelos noves meses após e desencompatibilização extesivos por mais quatro anos);

H — O PT vai apanhar tanto nesses próximos três anos, mas tanto, que o PMDB vai poder usar e abusar do partido em 2018 de forma brutal;

I — O PMDB será o grande jogador de 2018 ao optar se cria candidato próprio (e possui Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro) ou se segue um parasita do poder;

J — O eleitor de 2018 será muito diferente do eleitor de 2014, pois os brasileiros esquecem, mas a internet vai ajudar todos a se lembrar;

K — Apesar de ser o homem mais poderoso da República (que dizem que acaba amanhã), duvido que Eduardo Cunha, deputado do PMDB pelo Rio de Janeiro e Presidente da Câmara dos Deputados, seja candidato a presidente;

L — Dilma Rousseff ganhou uma eleição tensa com pouco mais de um milhão de votos de frente arrebentando com a máquina federal e a máquina parou;

M — A criatividade do PT não surpreenderá ninguém e, em 2018, com 16 anos no poder, culparão FHC, dirão que defendem pobres e o de sempre;

N — Aécio Neves vai jogar em 2018 seu tudo ou nada: ou presidência da república ou fim do mandato de senador e comando do partido;

0 — Se sair do poder em 2018, o PT se estilhaça. Coisas do tipo PSOL devem começar a brotar dele com a força do oitavo passageiro;

P — Dilma Rousseff vai ser a coisa mais triste que já se viu depois do poder e nem Fernando Collor, senador do PTB pelas Alagoas, terá sido tão pífio ao deixar a presidência (ou vocês acreditam num InstitutoDilma?);

Q — Dilma Rousseff sequer vai aparecer na campanha, muito menos em programas eleitorais, sendo escondida pelo candidato petista com toda força;

R — Dilma Rousseff é a maior tragédia já vista na Presidência da República e o responsável por isso é Lula (fato que todos deverão lembrar);

S — Quem odeia o PT já vota contra o PT, logo um candidato inteligente não fará uma campanha virulenta, mas sim propositiva e elegante;

T — O candidato que exalar ódio não ganha um voto sequer daquele terço do Brasil que, antes de torcer, está preocupado em melhorar de vida;

U — Um projeto de país precisa ser desenhado desde já para 2018, pois a campanha de 2014 aceitava o discurso amplo e geral. A próxima não;

V — Claro que o ponto central de 2018 será economia, mas o tema deve ser exposto de forma didática tendo o desenvolvimento social como meta;

X — As dicotomias existentes vão se dissolver e nada será tão patético em 2018 como um tucano militante brigando com um petista militante;

W — A internet só aumenta o seu espaço no jogo eleitoral desde que foi utilizada pela primeria vez. O gráfico segue a curva;

Y — Participei das eleições de 2006, 2008, 2010, 2012 e, em 2014, fiz algo ali e lá por estar no governo e respeitar a lei. Em 2018, carga!

Z — Todavia, muito mais que 2018, quero mesmo é participar das eleições de 2016. O vácuo político em Belo Horizonte é incrível… 😉


Originally published at blog.gabrielazevedo.com on June 21, 2015.

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