A chaga/ O tempo

Copulando a própria pele
a guerra abaixo da derme
questionando o fio da meada
a Diáspora do pensamento
um elogio a loucura
o inferno presente nas artérias
poeta crônico de sangue herege
praticante de sortilégios artificiais
escrevendo poemas céticos
irreverente aos unilaterais

Desejo ao tempo
equilíbrio tal qual a balança da justiça
mas que não seja cego como ela

Desejo que perdure como as areias do Saara
forme uma pirâmide para preservar o sangue
seja como a esfinge, um enigma para o mundo

Torne-se o mundo, mas não torne o mundo esse futuro imundo
Torne-se o espaço, mas não tome o espaço entre aqueles que amam

Seja exímio caçador, mas não matarás o teus filhos por indisciplina
os jovens não são culpados de terem as mãos manchadas por este ódio.
Eu também faço parte disso, sei que meu pedido parece irônico, mas também lhe desejo paciência para com eles.
O destino não lhes garante sensatez.

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