Banheiro do bar

A barata olhava para mim
enquanto eu tentava mijar
queria levar minha alma
disse que não podia lhe dar
emprestei há uma garota em seu salto alto
tão alta, fazia meu coração pulsar
escondia embaixo de seu vestido
outro rio Aqueronte
aquele era meu caminho
morrer pelas baratas
não há dinheiro que pague
pela sujeira em nossos corpos

40 graus
calor em minhas bolas
revirava os olhos
último gole de Whisky
deixaria minhas entranhas na privada
sonhos, mágoas, verdades
todo banheiro já viu o pior
de mim
de todos
e as baratas também


Essa poesia irá fazer parte de um livro que estou planejando lançar futuramente chamado “Vícios, amores e poesia” — Acabei de ter essa ideia, espero que seja uma boa.

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