Quando borboletas me matam

Tentando libertar meus prazeres
caçando em teus olhos borboletas
aquelas que devoram minhas entranhas
quando está ao meu lado
sem você ao menos notar

Balbuciei alguns planos
ligando nossas almas ao tempo
queria sentir-se completo
enquanto recipiente vazio
bebendo aos poucos 
quando está perto de mim
vagando dentro do meu inverno
até congelar completamente
morrer por hipotermia
ou aquecer meu espírito

Ao menos tentar
evitar resfriado
as febres constantes
insistir com as insônias
amar as inconstâncias
beijar sua sonolência 
permitir indecência
quando abertos um ao outro
somos mais do que nós mesmos

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