São apenas palavras.

Elementos textuais, elevados a níveis espirituais
Forjando crônicas, icônicas
Destilando poemas, dilemas
A fonte ígnea do peito, estreito

Estou sujo e conformado
A tinta em meus pulsos
Se esparrama no papel branco
Regando os versos

Rasga-se o papel
Que merece ser purificado
Lágrimas formam o véu
De valor unificado

Cédulas imateriais, sem destino
A única centelha, o Divino
Somos parte disso
O retrato das nossas almas
Sem valor, eu conto as moedas


O pássaro é livre dentro da sua gaiola
Asas leves, no ar está solto
Canta em manhãs de liberdade
Quando o sol reflete a alma
Alma livre, em sua prisão
Recanto nobre da solidão

Assobio em resposta ao seu canto
Tentando me contentar, nunca te alcançar