Sou tão humano que me sinto um rato

Podre e nefasto em meu espaço roto
onde meus desejos superam a satisfação
e a satisfação grita por desejo
como um ciclo eterno
no qual buscamos e encontramos
mais perguntas para nossas respostas prontas
despedaçando a crença febril 
em pedaços novos de obediência

Mastigo cada novo dia como um queijo podre
nunca sei o fim que me trará, mas sempre desejo que acabe
como se o tempo consumisse meu corpo
enquanto faço amor com meus pecados
indicando um novo caminho 
nesse universo inteiro de futilidades
chamando minha alma para vida
e eu me sinto um rato
em meio a multidão de humanos