Trovador

As nuvens me diziam que porradas de chuva iriam cair, rasgariam os céus como se o próprio Deus estivesse aos prantos.

Seria este o valor do sentimento mais puro, amor, caótico amor que consome este homem até seus ossos e entranhas.

Legitimo trovador romântico ao ouvir de sua amada palavras doces de ternura, expulsava de seus dedos calosos o sinuar de um coração acobertado pela paixão de uma nobre donzela de olhos claros.

Brandou para toda cidade cânticos belíssimos, chamando a atenção de animais, ninfas, fadas, Deuses e profetas, seja por apreço ou inveja de sua canção.

Afrodite ao ouvir tal júbilo questionou ao homem se rogava-lhe sentimentos, o trovador mesmo lisonjeado recusou dizendo-lhe que havia de ter sua amada.

A inveja atingia aquela Deusa tão requisitada, mas aquele homem ousava não atende-la, buscou quem lhe tomava o espaço e envenenou-a enquanto dormia.

O trovador arrependido e entristecido, tocou sua última canção, inundando toda a cidade por suas lágrimas.

Like what you read? Give Gabriel Bernardo a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.