84% para refletir

Se dentro do público-alvo de uma empresa, 84% das pessoas não querem ser seus clientes (ou são apenas por falta de opção), qual o prognóstico desta empresa? Com o tempo vai quebrar, concorda? Se você fosse contratado para achar uma solução, seu foco seria encontrar os erros dos possíveis compradores ou seu foco seria encontrar os erros do produto?

Se você pensa que diante deste alto percentual (84% NÃO compraria) o foco está na análise do produto (e não das pessoas compradoras), por favor, siga lendo este post.

Recentemente descobri o resultado de uma pesquisa ao escutar uma entrevista realizada dentro da respeitada casa de Filosofia (que fica em SP) chamada Casa do Saber, que 84% dos executivos(as) se pudessem fazer outra coisa de suas profissões, fariam.

Seguindo a lógica anterior, me parece mais assertivo debater as empresas e os modelos de carreira, e não as pessoas.

Mas o que estamos fazendo? Debatendo as pessoas. E então criamos dois grupos: de um lado profissionais focados em alta performance que abdicam de quase tudo para crescerem nas carreiras, e de outro lado um grupo de “chutadores de balde” que irão vender tudo, viajar o mundo, abrir alguma start up que seja “cool” ou então produzir alguma coisa gourmet apenas por prazer.

Socialmente, nenhum dos dois lados resolve o problema. Na realidade só piora. Estamos exaustos na culpa de que fomos nós que erramos em algo. Talvez a gente não escolheu a profissão certa, ou talvez a gente que não saiba dizer não, ou então a gente que não encontrou o propósito de vida, ou não somos tão “guerreiros” e etc.

Se você está neste grupo, calma. Está tudo certo. Você é tão humano quanto eu e qualquer outro por aqui.

Está na hora é de questionarmos o produto, e neste caso as empresas e os modelos de carreira.

Alguém dirá: ah, mas as empresas são feitas por pessoas!!!!

Sim, é verdade. Pessoas estas que condicionaram suas mentes a acharem que o problema é delas. Elas é que são erradas por não quererem comprar este produto. E justamente por serem assim, não debatem profundamente este modelo.

Afinal, os outros 16% estão muito satisfeitos. Eles hoje estão de braços cruzados nas capas das revistas. Eles viram livros. Eles são tão ricos que investem em causas sociais. Eles estão na lista das pessoas mais influentes. Logo, é lógico pensarmos que os 16% estão certos, e eu e você estamos errados.

Será?