Universo

É uma galáxia diferente. Um outro tempo. E, talvez, até um universo paralelo.

Nesse contexto, um humano entra em um bar. Ele procura um piloto habilidoso o suficiente para o levar em uma viagem intergalática.

Conhecendo o ambiente e buscando o tal piloto, o homem olha para todos os lados. Em qualquer espaço daquele escuro bar, é possível ver uma diferente forma de vida. No balcão, um guaxinim pega uma bebida e divide o seu espaço com uma lesma gigante que dialoga com um ser verde.

No centro de tudo, um show: 4 alienígenas cabeçudinhos tocam jazz com seus saxofones. Música que embala as mesas e indivíduos ao redor. Um ser vermelho com chifres, outro gigante que bem parece uma mistura de lobo com urso, uns outros biomecânicos e tantas outras pluralidades estão ali curtindo, em harmonia.

E é isso que impressiona o humano da história: a harmonia entre tanta diferença. Seres evoluídos sabem conviver com suas diferenças físicas, porque entendem que por dentro, no raciocínio e na razão de pensar, são iguais. Ou pelo menos se respeitam.

Hoje, na nossa realidade, muitos afirmam: #SomosTodosIguais.

Eu discordo.

Se, fisicamente, na essência (membros articulados, cabeça e dorso) somos iguais, psicologicamente não somos. Dentro da psique humana há uma galáxia de infinitas definições.

Hétero

Homo

Cis

Agênero

Andrógeno

Bigênero

Genderqueer

Gênero Fluido

Não-binário

Transexual

E todo mais um universo de possibilidades.

#SomosTodosDiferentes

O único problema é que, nesse universo, a primeira definição insiste em não respeitar todas as outras. Fala que elas são estranhas, coisas de outro planeta.

Talvez sejam mesmo.

Mas de um planeta muito mais evoluído.