Eu sempre gostei e procurei ser do tipo de pessoa que cria. Pessoas que correm pro abraço sem pestanejar. Pessoas que coloquem o verbo Agir na frente do Reclamar. Que chegam com planos, ideias e coisas que qualquer outra pessoa acharia idiota, chato, impossível. Que me tirem da minha zona de conforto e que saiba fazer muito com pouco, mas sem nunca deixar de exigir mais.

Pessoas que gritam, se exaltam, se aprofundam… que transformam um assunto banal numa discussão socio-economica-filantropica-psicanalítica que poderia ser transcrito num texto acadêmico da faculdade Mesa De Bar. Que tenham uma fogueira dentro de si alimentadas com todo tipo de experiência. Que mostre interesse. Que seja laranja e não azul.

A verdade é que somos uma esponja e absorvemos o nosso redor. Conviver com pessoas sem paixão nos deixa apáticos, sem vida, sem vontade de fazer. Apenas isso, fazer. No trabalho, na faculdade, na vida pessoal. Tais pessoas são, com o perdão da frase New Age, sugadoras de energias. Elas afetam sua energia (desde a “espiritual” até a “física”) em todos os aspectos. E sua paixão é drenada rapidamente.

Não se deixar afetar por pessoas assim é difícil, principalmente quando você convive muito tempo com elas. É preciso trabalhar dentro de você uma força de vontade maior do que a apatia recebida. Por exemplo: sabe quando você trabalha num lugar em que você se sente desafiado e confiante, e então, por N motivos, acaba indo parar num lugar que você sente como se tivesse perdido todo tesão de fazer aquilo que, a um tempo atrás, era seu maior prazer? Acho que todos já passamos por coisas assim.

Sei que, em grande parte dos casos (faço parte desses casos), não podemos largar nossos empregos e ir viver da nossa arte de fazer marcadores de páginas de arame. Mas o que podemos fazer é manter nosso foco. Saiba que você esta aí apenas por enquanto e nunca deixe de procurar um lugar melhor. Uma hora você se acha. Mas não cometa o erro de se deixar ir por essa “vibe negativa” e permitir que a qualidade do seu trampo decaia por causa de pessoas que estão confortáveis demais reclamando e fazendo trabalhos medíocres. Eu já caí nessa armadilha e, quando percebi o quão idiota eu havia sido, me senti péssimo.

Sendo uma pessoa que acabou de cair em si, deixo aqui esse texto/epifania. Você não pode deixar se levar por pensamentos negativos, principalmente se eles não são seu. Não se deixe ficar no confortável posto de quem reclama, de quem se sente salvo rebaixando o trabalho alheio do que melhorando o próprio. Corra atrás do seu e deixe pra trás quem está feliz onde está. Você pode não virar o próximo Steve Jobs, mas vai se sentir muito melhor consigo mesmo.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.