O ultimo dia

Nos áureos tempos,

o povo bebia,

dançava

beijava

fazia amor,

bem por lá

em pasárgada

ansiavam pela morte que não chega

morte lenta

e lá eles viviam

como se fosse o último dia de suas vidas.


Quando falo de pasárgada, faço um intertexto não só com o poema de Manuel Bandeira, mas também com sua vida. Manuel conviveu com a morte (tuberculose) desde jovem, e convertia tudo isso em poesia.