From Trinidade e Tobago

Final do dia, por volta das nove da noite, eu, Marcão e Dona Marta dentro do ônibus batendo papo, contando causos que vivemos nas Olimpíadas e esperando pra dar a hora de ir embora. Chega, então, uma jovem brasileira que passava ali quase toda noite pra pegar o ônibus pro parque olímpico. Puxei assunto dizendo que ela me devia um pin e com isso consegui desenrolar uma troca de pins boa para ambos.

Enquanto guardava meu novo pin, surge um gringo negro, bem alto, querendo ajuda pra ir ao aeroporto. Levei ele até o outro lado da rua pra pegar um táxi e puxei assunto; o gringo era de Trinidade e Tobago e precisava ir no Santos Dumont trocar dólares e resolver outros problemas. Parecia que ele não estava com muita sorte porque os táxis simplesmente pararam de passar; então fomos até um ponto e continuamos conversando. Em frente ao hotel Ibis os taxistas urubuzavam a galera, então já cheguei falando pra eles que o gringo precisava ir no aeroporto, mas só tinha dólares no bolso. Aí já viu, foi aquele desenrolo servindo de tradutor pros taxistas e pro gringo. No meio disso tudo me chega outro e fala: “Aí parceiro, tu fala inglês né?! Desenrola aqui pro amigo”. E lá fui eu pra outro táxi cheio de gringos explicar pro motorista que o Boulevard Olímpico é na Praça Mauá.

Voltando pro meu amigo from Trinidade e Tobago consegui fazer um taxista trocar dólares dele pro taxista da vez aceitar a corrida. Sei que no final o gringo e os taxistas me agradeciam sem parar; dei mole… podia ter pedido um pin.