Porque a anarquia relacional deve ser o princípio da não monogamia

Estou falando tudo isso para dizer que, apesar de não me colocar atualmente como uma pessoa que pratica anarquia relacional, eu considero ser impossível desassociar a não monogamia dos princípios libertários dela. Com isso estou querendo dizer que formatos de relação que nem ao menos interrogam a norma monogâmica não são de fato não monogâmicos.

No entanto, eu continuo considerando que os princípios da anarquia relacional de entender que todas as relações devem ser iguais; de que a ideia de amor deva ser estendida ao máximo até se esgarçar e deixar de carregar consigo o peso do amor romântico burguês, passando a adquirir mais contornos de solidariedade e companheirismo; de que a partir disso possamos considerar que todas as pessoas de que gostamos são nossos amores e nossa família, sem as implicações tradicionais que isso envolve na nossa sociedade; sejam o melhor caminho e ando por ele o máximo possível.

Não é a quantidade de pessoas, nem o formato, nem os acordos, o que importa para construir uma não monogamia ética e política é partir do princípio de, para além de ser alguém contranorma, ser também proponente de um novo mundo, de novas e únicas formas de ser, de amar, de criar filhes, de viver.

--

--

escrevo, dou aula, faço bruxarias.

Love podcasts or audiobooks? Learn on the go with our new app.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store