Até onde iremos? Até quando estaremos vivos? Que razões daremos nós à nossa história? Porque um dia bem que será preciso encontrar uma razão, dar uma razão, não poderemos tornar verossimil nossa inocência. Onde quer que estejamos, seja qual for nosso destino final (se tal coisa existe), vamos ter de nos explicar, de prestar contas. (…) o mundo mecânico criado pelos seres humanos não é capaz senão de choques, de mudanças, de metamorfoses.”

(J. M. G. Le Clézio in ‘História do pé e outras fantasias’, 2011)

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