DOIS CAMINHOS A SE SEGUIR

Quarta feira (15/02), cheguei em casa da faculdade e liguei a TV. Estava passando meu filme favorito. Os Miseráveis conta diversas histórias que se desenvolvem a partir de uma. Um homem — Jean Valjean — que foi preso por roubar um pão para seu sobrinho que definhava por conta da fome. Jean após 9 anos de serviços — como escravo — ao rei é solto para compro um tipo de regime semi aberto. Já solto ele conhece um padre que lhe apresenta a graça, a partir deste momento Valjean reconstrói sua vida e não volta mais para prestar contas a Javert — chefe da policia real — tornando se assim um fugitivo. Bom o filme vai se desenvolvendo na busca de Javert por Valjean. 
O que me chama atenção nesses dois personagens que se confessam cristãos é o seguinte: Javert é o homem da lei, seguidor cego e fiel. Jean Valjean é um homem que entendeu a graça, isso fica bem claro com o passar dos anos no filme.
Encontros entre o chefe da polícia e o ex prisioneiro marcam o filme, todas as vezes em que se encontram Jean mostra um pouco da graça a Javert que só quer prende lo. É claro que isso não ocorre. Como minha intenção não é dar spoiler não pretendo descrever as cenas, mas existe um momento em que a graça do fugitivo abraça o policial de tal forma que toda a estrutura de lei que ele havia construído é balançada, isso o leva a uma reflexão conturbada, um homem que passou sua vida toda seguindo leis agora se deparou com a graça e não sabendo como lidar com isso ele prefere ignora — lá. Isso me fez lembrar dos nossos dias, mesmo vivendo com a graça alguns de nós ainda estão tão presos a lei que ficam cegos para a dor do outro, causando feridas e sofrimento além dos existentes. Assim como Javert deixamos a nossa humanidade de lado para seguir uma lei sem ao menos entender sua essência que sempre foi o amor. A lei é pautada no amor o militar não entendeu isso, para ele leis sempre foram o conjunto de regras que o tirou da vida de miserável que ele levava. Seguia as leis para ser respeitado e valorizado, não servia por amor porque como ele diz “Meu coração de pedra” calejado ao grito do necessitado.

Já no final do filme Valjean diz a seguinte frase: “Amar a outra pessoa é ver a face de Deus”. Isso me encorajou para lembrar que amar aquele quem o odeia é a forma mais profunda de transforma — lo, para mim a vida de Jean é um ensinamento sobre o amor do Pai. Minha oração foi para que o exemplo da vida de Jean não morra em mim, que eu possa amar as pessoas para que em mim elas vejam o rosto de Deus e eu O veja nelas, e que a graça de Deus transforme e ressignifique os nossos olhares e que abra nossos ouvidos para o clamor dos que necessitam do amor que transforma.

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