Coisas que só acontecem quando você sai do automático #1

Não ligue para a imagem, esta foi produto de uma aleatória e preguiçosa pesquisa no Google causada pela associação “Automático - alguma coisa robótica e engraçada que preciso encontrar em 60 segundos” (Todo mundo conhece o Bender, né)?

Quantas vezes você parou para refletir em alguma pequena decisão, aparentemente sem efeitos contundentes no futuro próximo?

Provavelmente poucas vezes. Vivemos numa espécie de modo automático onde, supostamente pela falta de tempo e correria da vida, nos impede de analisar periodicamente (e de maneira saudável, livre de estresses) nossas ações cotidianas.

Seria mega legal se pudéssemos dar uma de Ashton Kutcher em Efeito Borboleta a cada cagada (eufemismo não tão eufemístico de más decisões) que damos, ou que aparecesse justamente um ícone de borboletas animadas em cada ação que resultará na alteração da história futura (quem assiste os vídeos do Jovem Nerd e é fã das edições do Gaveta sabe do que estou falando).

Acontece que ontem ocorreu algo diferente. Uma daquelas escolhas ignoradas no princípio da ação e que, depois de uma mini epifania, revela o poder de nossas pequenas decisões.

Após a aula de Liderança e Comportamento na faculdade e uma conversa produtiva com o professor, surgiu aquela familiar vontade de tirar uma água do joelho (pra quem nunca entendeu esse outro eufemismo, habemus link).

Tinha um banheiro na minha frente, jamais explorado pela minha pessoa na UPA da faculdade (apelido carinhoso para os contêineres que estão servindo como salas de aula na UFRJ).

Bem verdade que eu não estava tão apertado, o que talvez tenha incentivado minha pequena decisão de ignorar aquele banheiro e ir ao do Instituto de Psicologia.

Também é bem verdade que sempre tive um amorzinho pela magia que só o IP emana, seu conforto e as saudades de quando assistia aulas ali (isso fica para outra história).

Fato é que, ao sair da UPA e seguir em direção ao tão sonhado banheiro, dei de frente com um amigo de outro grande amigo. Outras “pequenas” decisões se intercalaram nesse período: eu podia ter saído pela entrada principal (sai pela rampa); eu estava com fone de ouvido e, tendo avistado esse amigo antes do próprio, eu poderia seguir o manual do “nem te vi” (admita, você já fez isso por estar com pressa, escutando a música foda do dia ou simplesmente por não querer falar com ninguém naquele momento)

(Eu entendo, já fiz isso).

Mas eu não estava cansado e, após uma grande aula sobre expansão da consciência e intuição, era óbvio minha vontade de encontrar gentes.

Com toda a “reperceptividade” (neologismo de perceptividade e receptividade unidas) e boa energia, nos cumprimentamos de forma descontraída, onde perguntei (de forma automática): “E aí cara, como vão as coisas?”

O interlocutor poderia responder de diversas formas, contudo tomou a pequena decisão de dizer que amanhã (logo, hoje), haveria uma integração do pessoal de Economia, me convidando em seguida para comparecer ao evento.

Pessoas diferentes, novas. Algumas cervejas e aquela sueca marota.

Sempre tento planejar meu dia seguinte antes de dormir, (re)vendo tudo o que posso fazer ou descobrir no tal amanhã. Não estava nos meus planos conscientes participar dessa integração. Eu não sabia do evento, de verdade (logo eu, um padawan de Administração, apaixonado por Psicologia e quase um turista na faculdade).

Falamos mais algumas bobeiras e nos despedimos. Passos a frente, fugindo do modo automático, refleti sobre as tais pequenas decisões que tomei na estrelada e calorosa noite de quarta no Rio de Janeiro.

Imaginem se decido ir naquele primeiro banheiro. Tão perto, fácil e não explorado (ou se minha bexiga resolvesse conspirar contra o universo). Teria tido esse encontro, que por sua vez possibilitou um segundo encontro, que então possibilitará a oportunidade de infinitos encontros não mapeados?

Absolutamente não.

Pode até ser que eu não vá à integração mais tarde (só uma tragédia grega impedirá). O que importa e desejo transmitir é a necessidade de fugirmos desse modo automático em certas ocasiões, pois só assim somos capazes de expandir o universo das escolhas, dos encontros e da consciência.

Como o professor dissera na aula, a consciência é a energia que fala de si. E a intuição, nossa grande companheira de tais momentos “inexplicáveis”, é a energia que restabelece o seu vínculo consciente. Nunca tive um exemplo tão claro (e imediato) desse aprendizado pós-aula.

Portanto, preste atenção e dê valor as suas pequenas decisões do dia-a-dia. Não precisa ser neurótico e analisar tudo o que faz, claro. Mas o mínimo de sensibilidade e mudanças na rotina certamente irão expandir seu mundo, seja ele consciente ou inconsciente (qual foi a última vez que você sonhou)?

Quem sabe, numa pequena decisão dessas, você encontre o amor da sua vida (ou os amores, quem disse que só pode ser um?).

Que tal fazer um caminho diferente hoje?


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